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Cerâmica vive momento de retrocesso

O superintendente da Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica para Revestimentos (Anfacer), Antonio Carlos Kieling, conta que, há pouco mais de uma década, o setor de cerâmicas converteu toda sua matriz de fabricação para gás natural. O insumo permite temperaturas elevadas e constantes necessárias à produção de porcelanato em larga escala, e inseriu o Brasil neste mercado.

SABRINA VALLE / RIO, O Estado de S.Paulo

13 de maio de 2013 | 02h03

No entanto, a perda repentina de competitividade, provocada pelo barateamento do gás nos Estados Unidos após a disseminação do gás de xisto, provocou um retrocesso no setor. "Hoje, passamos a importar dois terços do porcelanato consumido", disse o executivo.

O efeito segue em cadeia em vários segmentos da indústria. E o aumento entre janeiro e abril de 18% no preço das resinas fabricadas pela indústria petroquímica, que também depende do gás, já se reflete nos custos de fabricação de brinquedos, um setor com faturamento anual de R$ 4,2 bilhões.

O custo das matérias-primas em geral, no mesmo período, subiu entre 6,5% e 6,8%, de acordo com o presidente da Associação Brasileira de Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), Synésio Batista.

"O preço do gás tem sido muito citado nas nossas conversas com as empresas. Por enquanto, estamos absorvendo o custo, mas em algum momento deverá haver repasse aos preços", afirmou.

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