Cerca de 10% da gasolina vendida no Brasil é adulterada, diz empresário

O Sindicato das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), que representa as grandes empresas do setor, informou que é difícil dar números sobre a adulteração no Brasil. "O problema existe, mas é difícil avaliar. O importante é que estamos vendo uma grande mobilização contra a adulteração no País", afirmou o porta-voz da entidade, Alísio Vaz.Ele cita a mobilização de promotores depois da morte do procurador mineiro Francisco José Lins do Rego Santos (em janeiro), a intensificação da fiscalização da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e a criação de uma delegacia no Rio que terá como um dos objetivos atuar contra fraudes no mercado de combustíveis.Para o presidente da Federação Nacional do Comércio Varejista de Combustíveis (Fecombustíveis), Gil Siuffo, a adulteração representa 10% da gasolina vendida no Brasil. "Em alguns lugares, como São Paulo, pode chegar a 20%", estima. Um especialista do setor, que prefere não se identificar, acredita que cerca de 1 bilhão de litros foram comercializados irregularmente no ano passado.O consumo de gasolina vem caindo no Brasil, segundo a ANP, mas a fonte avalia que a redução é só estatística, porque, afinal, diz, o consumo acompanha o Produto Interno Bruto (PIB), que não caiu. Em 1999, foram vendidos 23,6 bilhões de litros de gasolina; em 2000, 22,5 bilhões; e em 2001, 21,6 bilhões.

Agencia Estado,

28 de fevereiro de 2002 | 21h00

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