Cerca de 100 mil protestam contra cortes na Previdência alemã

Cerca de 100 mil pessoas, segundo cálculos da polícia e dos organizadores, manifestaram-se hoje nas ruas de Berlim em protesto contra os cortes sociais propostos pelo governo do SPD/Verdes e pelo chanceler Gerhard Schroeder. "Política Neoliberal é Anti-Social" e "Schroeder é um Ladrão" eram algumas das palavras de ordem dos cartazes empunhados pelos manifestantes. O elevado número de participantes surpreendeu os próprios organizadores, que contavam apenas com cerca de 20 mil pessoas, segundo um porta-voz da polícia. O protesto, que se iniciou ao princípio da tarde na Alexanderplatz, em pleno centro da parte leste de Berlim, foi convocado pelo sindicato alemão dos serviços públicos, pela organização antiglobalização Attac e também pelos neocomunistas do PDS. Na convocatória da manifestação, os organizadores advertiram contra "a baixa do nível de vida de amplas massas de alemães", devido às reformas estruturais do mercado de trabalho e do sistema público de saúde que o governo social-democrata e ambientalista tenciona impôr. Para a organização da marcha, os cortes nos subsídios de desemprego, nas prestações de saúde e nas pensões de reforma são "os maiores ataques contra as condições de trabalho e de vida dos alemães desde a II Guerra Mundial". O chanceler Schroeder afirmou repetidamente que, sem o seu programa de reformas, a chamada "Agenda 2010", o país não está em condições de continuar a financiar o sistema social, nem de ter uma economia competitiva à escala internacional.

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