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Cerca de 150 pessoas mantêm ocupação na sede da Petrobras

Movimentos sociais e sindicalistas protestam contra a realização de leilões de áreas exploratórias pela ANP

Kelly Lima, da Agência Estado,

17 de dezembro de 2008 | 16h50

Entre faixas com os dizeres "o petróleo é nosso", entoando sambas e marchinhas e pregando adesivos do MST em paredes e pisos, cerca de 150 pessoas continuam ocupando a recepção do Edifício Sede da Petrobras, no Rio, em protesto contra a realização do leilão de áreas exploratórias de petróleo e gás natural que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) programou para acontecer entre quinta e sexta-feira.  Foto:Wilton Junior/AE Eles chegaram em grupo por volta das 9 horas, hora em que a maior parte dos funcionários da companhia estava entrando para o trabalho e havia apenas dois seguranças na portaria, que não conseguiram deter invasão do prédio. "Há uma distorção neste leilão. O governo já entregou muito de nossas reservas para estrangeiros a preço de banana. Agora aproveitam o show da Madonna no Brasil para desviar a atenção dos brasileiros e vender o restante", disse o diretor da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Francisco Soriano. Os manifestantes reivindicam que o presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, atenda a uma comissão e se "sensibilize com a causa". "Nós estamos na verdade protegendo a Petrobras do governo ganancioso que está entregando essas áreas para estrangeiros em vez de deixar as nossas reservas para a companhia", disse um dos líderes do movimento, Marcelo Durão. Participam da organização da ocupação da sede da estatal, além da FUP, o Movimento Sem-Terra, e União Nacional dos Estudantes, entre outras entidades do setor. A Petrobras informou que o presidente da estatal não está na sede e que não vai comentar o assunto, porque não está em sua alçada a realização do leilão da ANP. Para garantir o direito de acesso dos funcionários à sede, a direção da companhia desviou o tráfego para os elevadores ao fundo do prédio, já que os manifestantes, todos de vermelho, ocuparam o espaço entre as catracas e os elevadores principais.  A estatal também informou que não pediu reforço policial, mas há uma barreira com pelo menos cinco homens da PM em cada lado da recepção, impedindo que os manifestantes avancem para outras áreas além dos elevadores principais, que foram travados por segurança. A PM também posicionou três viaturas em frente ao prédio e reforçou o policiamento em frente à ANP, que pode também ser alvo de protesto, segundo análise do comandante do 13o Batalhão da Polícia, Antonio Henrique Oliveira. O comandante, porém, comentou que não vê motivos para o uso de força. "Nos parece um movimento bastante pacífico. Mas é preciso que haja um interlocutor da empresa para negociar a saída deles", comentou. Segundo um dos organizadores do movimento, é bastante provável que o protesto na sede da estatal se encerre no final de tarde. Está marcado para as 17 horas uma passeata pelo centro do Rio, em protesto contra a realização do leilão. A concentração deve acontecer na Candelária, onde está localizada a ANP. Os organizadores do protesto afirmam que pelo menos 30 ônibus, com mais de mil pessoas estão chegando para a ocasião. Ontem, os petroleiros já protestaram contra o leilão em diversas partes do país, chegaram a fechar rodovias em manifestações relâmpagos e ainda pararam a produção em refinarias e unidades produtoras por 24 horas. Além disso, a FUP já impetrou pelo menos cinco ações judiciais em busca de uma liminar que suspenda o leilão. Nenhuma delas foi julgada até o momento.

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