Cerca de 40% dos metalúrgicos do ABC fecham acordos

Do total de 70 mil metalúrgicos em campanha salarial neste ano na região do ABC, em São Paulo, 28,6 mil (40,85%) já fecharam acordo com as empresas, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Dentro deste grupo, estão os 1,2 mil trabalhadores do setor de fundição, que conseguiu aprovar proposta de 8% de reajuste, e cerca de 27,4 mil metalúrgicos de empresas que ignoraram grupos patronais e fecharam acordos isolados para evitar a paralisação das fábricas.

BEATRIZ BULLA, Agencia Estado

19 de setembro de 2012 | 19h45

Até o início da tarde desta quarta-feira (19), 92 empresas do ABC concederam 8% de aumento salarial, reivindicação dos trabalhadores, para que a produção não parasse. Até agora, dos seis grupos patronais que negociam ajustes salariais com metalúrgicos no Estado, apenas o setor de fundição cobriu a proposta dos trabalhadores.

As greves programadas para esta quarta-feira (19) não aconteceram, pois seriam realizadas em fábricas que procuraram o sindicato para negociar, de acordo com o próprio sindicato. Desde terça-feira (18), as paralisações se intensificaram na região do ABC como forma de pressão às bancadas patronais.

Os metalúrgicos do Estado de São Paulo pedem reajuste de 8%, que cobre a inflação de 5,39% do período, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e dá aumento real de 2,5%. O sindicato avisa que as empresas que fecharem aumento de 8% não sofrerão greve. A base do Sindicato de Metalúrgicos do ABC tem cerca de 105 mil trabalhadores. Os 35 mil funcionários das montadoras, contudo, não participaram da campanha salarial deste ano, pois já fecharam acordo válido por dois anos em 2011.

O sindicato é filiado à Federação dos Sindicatos de Metalúrgicos da Central Única dos Trabalhadores de São Paulo (FEM-CUT/SP). Ao todo, a FEM negocia por cerca de 200 mil metalúrgicos do Estado, em seis grupos patronais. O único grupo que já conseguiu aprovação de proposta pelos trabalhadores foi o do setor de fundição, que ofereceu 8% de reajuste. Os demais grupos (2, 3, 8, 10 e estamparia) ainda não chegaram a acordo. Mobilizados durante toda a semana passada, os metalúrgicos paulistas começaram a intensificar os protestos nesta semana, com paralisações, assembleias e greves.

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