Cerca de 46% dos metalúrgicos do ABC fecharam acordo salarial

Reivindicação dos trabalhadores foi atendida isoladamente, diante da ameaça de greve dos funcionários e sem acordo definido pelos grupos patronais

Beatriz Bulla, da Agência Estado,

24 de setembro de 2012 | 18h55

SÃO PAULO - Dos 70 mil metalúrgicos da região do ABC que estão em campanha salarial, 32,7 mil já fecharam acordo que prevê aumento de 8%, o que representa 46,71% do total. Diante da ameaça de greve dos funcionários e sem acordo definido pelos grupos patronais, a reivindicação dos trabalhadores passou a ser atendida isoladamente pelas empresas.

No total, 113 empresas no ABC já atenderam o pedido dos metalúrgicos até o fim de tarde desta segunda-feira (13), beneficiando 31,5 mil trabalhadores. Além destes, 1,2 mil funcionários do setor de fundição, a única bancada patronal que conseguiu fechar acordo com os metalúrgicos do Estado de São Paulo, já alcançaram o aumento de 8%.

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC orienta os trabalhadores das demais fábricas, que ainda não atenderam a reivindicação dos trabalhadores, a realizarem paralisações na produção. A base do sindicato tem cerca de 105 mil trabalhadores. Os 35 mil funcionários das montadoras, contudo, não participaram da campanha salarial deste ano, pois já fecharam acordo válido por dois anos em 2011.

Os metalúrgicos do Estado pedem reajuste de 8%, que cobre a inflação de 5,39% do período, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e dá aumento real de 2,5%.

Restante do Estado

Os metalúrgicos em campanha salarial do Estado de São Paulo entraram hoje (24) na terceira semana de paralisações e greves espalhadas pelos municípios. Com data-base em 1º de setembro, a maioria da categoria ligada à Central Única dos Trabalhadores (CUT) paulista segue sem acordo com as bancadas patronais.

Cerca de 200 mil metalúrgicos da base da Federação dos Sindicatos de Metalúrgicos da Central Única dos Trabalhadores de São Paulo (FEM-CUT/SP) no Estado continuam com protestos esta semana até que as cinco bancadas patronais que ainda não fecharam acordo procurem os trabalhadores para negociar.

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