Cerj investirá R$ 240 milhões em melhoria na distribuição

A Companhia de Eletricidade do Rio de Janeiro (Cerj) planeja investir R$ 240 milhões em 2004. O presidente da companhia, José Inostroza, disse que os recursos serão utilizados na melhoria da qualidade da rede de distribuição e na solução de gargalos no atendimento, como os que ocorrem atualmente na Região dos Lagos.A Cerj se prepara para atender às novas metas de qualidade que serão estipuladas para o setor em 2005 e trabalha na implantação de uma rede de distribuição menos vulnerável a furtos. Segundo o executivo, a meta é reduzir as perdas de energia dos atuais 22,3% para entre 18% e 19%.Na Região dos Lagos, a empresa vai duplicar a capacidade de atendimento, com o objetivo de evitar quedas freqüentes no fornecimento durante o período de férias. A Cerj atende 66 municípios do Estado do Rio, abrangendo 73% do território fluminense.Reajuste de tarifasO presidente da Cerj, José Inostroza, afirmou hoje que a empresa vai acatar qualquer decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) com respeito às tarifas cobradas dos consumidores. "A tarifa no nosso setor é regulada e temos que atender ao que os órgãos competentes determinarem. ", disse. Segundo ele, se a conclusão do TCU e da Aneel for pela redução de tarifas, a empresa vai acatar a decisão.Por decisão do Tribunal de Contas da União, a Aneel terá que rever os reajustes tarifários concedidos às distribuidoras de energia este ano. Inostroza disse que esse tipo de inferência não afugenta o investidor estrangeiro. Contudo, ele admite que "nenhum investidor gosta de um ambiente com muitas mudanças".Recursos do BNDESA Cerj ainda não decidiu se vai aderir ao Programa de Capitalização das Distribuidoras de Energia do BNDES. A empresa está preparando lançamento de debêntures (títulos que pagam ao investidor uma taxa de juros) para alongar sua dívida de curto prazo junto a investidores privados, que hoje soma R$ 250 milhões.Além disso, nos últimos 20 meses a Endesa, empresa espanhola que controla a distribuidora, transformou em capital da Cerj R$ 1,4 bilhão que tinha em créditos junto à companhia. Essas duas operações servem como pré-requisito para que a Cerj se candidate aos recursos do BNDES. A empresa acabou de sacar R$ 47 milhões junto ao banco de fomento, dentro do programa de recuperação dos recursos da CVA. Nos próximos meses, ainda virão mais duas parcelas. No total, a empresa receberá R$ 90 milhões em recursos da CVA. Inostoza disse que a Cerj, independente do programa de capitalização, vem conversando com o BNDES sobre a possibilidade de financiamentos para futuros investimentos.

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