Certeza de alta dos juros nos EUA volta a derrubar o mercado

A certeza absoluta de que os juros nos Estados Unidos irão subir já em junho - e provavelmente dobrar do atual 1% para 2% até dezembro nas apostas do mercado futuro - voltou a derrubar os mercados financeiros em todo o mundo. No Brasil, o novo patamar do dólar, acima de R$ 3, e a contínua alta do preço do petróleo, cujo contrato para junho subiu para US$ 39,93 em Nova York, criaram a expectativa de que a queda gradual da Selic será interrompida.Nesta sexta-feira, a bolsa paulista encerrou o pregão mais uma vez em queda forte, de 2,97%, caindo abaixo dos 19 mil pontos, para 18.620 pontos, com giro de R$ 1,113 bilhão. Só nesta primeira semana de maio a desvalorização chega a 5%. No ano, a baixa ultrapassa os 16%. Em Nova York, os investidores também tiraram o dinheiro das ações e migraram para os títulos do Tesouro. O índice Dow Jones perdeu 1,21% e o Nasdaq, menos 1%.A taxa de risco Brasil também subiu forte. Pouco antes do fechamento estava em alta de 39 pontos, para 761 pontos. Só em 2004, o indicador que mede a desconfiança em investir no Brasil avançou 62%. O C-Bond despencou 2,62%, cotado a US$ 0,876. No mercado de juros futuros da BM&F, os DIs de janeiro terminaram em 15,86%, contra 15,77% de ontem. Para julho, a aposta é de uma Selic de 15,58%, contra 15,52% na quinta-feira.

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