Cesp pede intervenção da Justiça na greve

A Companhia Energética de São Paulo (Cesp) vai pedir a intervenção da Justiça do trabalho para tentar resolver a greve dos seus funcionários, decretada na quarta-feira e que paralisa as quatro maiores usinas do estado (Jupiá, Ilha Solteira, Três Irmãos e Porto Primavera). O secretário de energia de São Paulo, Mauro Arce, que também é presidente do conselho de administração da estatal de geração de energia, disse que o motivo da greve é a falta de entendimento entre os diferentes sindicatos que representam os funcionários.Com faturamento de R$ 2,4 bilhões no ano passado e lucro operacional líquido de R$ 1,2 bilhão, a empresa concordou em pagar participação nos resultados equivalente a uma folha mensal de salários, o que equivale a cerca de R$ 10 milhões. Mas o Sindicato dos Eletricitários de Campinas quer a distribuição em partes iguais para todos os trabalhadores, enquanto que os sindicatos dos engenheiros e de outras categorias mais bem remuneradas querem a divisão proporcional aos salários, ou seja, quem ganha mais, terá uma fatia maior."Se eles não se entendem, vamos entregar o problema nas mãos do juiz", disse o secretário, garantindo que não há risco de apagão a curto prazo. "Só se a greve se prolongar e os serviços de manutenção preventiva não forem retomados", afirmou Mauro Arce.O prazo dado pelo Sindicato para que a direção da Cesp solucionasse o problema da forma de distribuição da participação nos resultados se esgotou na última terça, já que o termo aditivo do acordo salarial assinado em junho do ano passado prevê que o pagamento aconteça cinco dias depois de aprovação em reunião da Assembléia Geral Ordinária.Ontem, o Sindicato dos Eletricitários de Campinas garantiu que o fornecimento de energia não seria afetado, pois equipes estão sendo organizadas para garantir o serviço, considerado essencial.

Agencia Estado,

05 de maio de 2006 | 12h26

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