Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Cesta básica chega a R$ 1.209,71 e quase atinge valor do salário mínimo em São Paulo

De março para abril, aumento foi de 6,38% no preço médio

Redação, O Estado de S.Paulo

02 de junho de 2022 | 12h29

A cesta básica subiu 6,38% de março para abril na cidade de São Paulo, segundo um levantamento feito pelo Procon-SP em parceria com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). No fim de março, o preço médio da cesta era de R$ 1.137,20. Já em abril, subiu para R$ 1.209,71. 

Com isso, os produtos básicos comprometem quase toda a renda de quem recebe um salário mínimo, hoje em R$ 1.212.  

Dos 39 produtos pesquisados, 36 apresentaram alta, dois tiveram redução no preço e um permaneceu estável. 

Veja abaixo os produtos e os motivos:

Maiores altas 

  • Batata (quilo) - A batata teve a maior variação mensal, de 23,46%. Segundo o levantamento, a colheita foi prejudicada nas regiões produtoras por causa das chuvas, o que diminuiu a oferta do produto no mercado.
  • Sabonete (90 gramas) - Variação de 13,23%.
  • Leite UHT (litro) - A variação de 13,19% se deu no período entressafra, com a menor oferta de leite no campo por causa dos custos de produção, como medicamentos, adubos e grãos, e a disputa por matéria-prima também elevou o valor. 
  • Papel higiênico (4 unidades) 12,38%
  • Frango (quilo) - A variação de 11,89% aconteceu pela maior demanda do frango por países produtores, como os Estados Unidos, em consequência dos casos de gripe aviária. A interrupção da produção na Ucrânia, que é um grande produtor mundial da proteína, também fez com que o frango brasileiro fosse mais exportado.  

Maiores quedas

  • Salsicha (avulsa) - A retração de 5% aconteceu porque a carne suína, que é o principal componente da salsicha, teve um ritmo mais lento nos negócios durante a primeira quinzena de abril, que se refletiu nas gôndolas do supermercado. 
  • Pasta de dente (90 gramas) - 0,29%

Estável

  • Cebola -  Os preços da cebola se mantiveram estáveis, diz o estudo, por causa da qualidade similar entre a cebola nacional e a argentina. No fim do mês, o estoque e a importação de cebola diminíram, mas esse gargalo logístico não chegou a se refletir nas prateleiras no período de aferição

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