Tiago Queiroz/ Estadão
Tiago Queiroz/ Estadão

Cesta básica consome, em média, 58% do salário mínimo

Custo da cesta de alimentos básicos subiu em 16 das 17 capitais pesquisadas pelo Dieese; a mais cara foi registrada em Florianópolis, a um custo de R$ 700,69

Márcia De Chiara, O Estado de S.Paulo

05 de novembro de 2021 | 16h21

A inflação da comida continua firme e forte em quase todo o País. Em outubro, a cesta básica de alimentos subiu em 16 das 17 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A maior alta foi registrada em Vitória (ES), onde a cesta ficou 6% mais cara em relação ao mês anterior. A única queda em outubro ocorreu no Recife (PE), de 0,85%.

A cesta de alimentos mais cara foi registrada em Florianópolis (SC), a um custo de R$ 700,69, seguida pela capital paulista (R$ 693,79). A mais barata encontrada em Aracaju (SE), por R$ 464,17.

Em 12 das 17 cidades pesquisadas, o custo da cesta corresponde a mais da metade do salário mínimo líquido, isto é, o valor de R$ 1.100, descontada a Previdência Social (7,5%). Em média, nas 17 capitais pesquisadas, quem recebe um salário mínimo gastou no mês passado 58,3% do que ganha com alimentos básicos. Em setembro, o custo da cesta comprometia em média 56,53% dessa cifra.

No ano, de janeiro a outubro, as variações acumuladas no valor da cesta básica para alimentar uma família de quatro pessoas – dois adultos e duas crianças – são muito discrepantes. Salvador (BA) registrou a menor variação de custo, de 1,78% acumulada no período, enquanto a maior alta ocorreu em Curitiba (PR), de 18,42%. Em 12 meses até outubro, esse movimento se repete. A menor variação acumulada do valor da cesta foi em Recife (3,44%) e a maior em Brasília (DF), de 31,65%.

Entre os produtos que mais aumentaram de preço no mês passado estão batata, com alta de até 33,78%;  café em pó, com variação de até 10,14%; tomate (55,54%); açúcar (7,02%); óleo de soja (3,22%); manteiga (5,18%) e leite (2,98%). O preço do feijão recuou em 11 capitais e da carne bovina de primeira ficou mais barata em nove capitais.

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