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Cesta básica do paulistano tem alta de 2,43% em janeiro

Conjunto de produtos termina o mês com custo médio de R$ 264,87, segundo pesquisa do Procon-SP

Ana Luísa Westphalen, da Agência Estado,

13 de fevereiro de 2008 | 09h58

A cesta básica do paulistano encerrou o mês de janeiro com preço médio de R$ 264,87, o que representa uma alta de 2,43% em relação a dezembro, quando custava R$ 258,58. Ante janeiro do ano passado, o avanço foi de 25,95%.  De acordo com a pesquisa mensal divulgada nesta quarta-feira, 12, pelo Procon-SP em convênio com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), dos 31 produtos pesquisados, 17 apresentaram alta no preço, 12 tiveram decréscimo e dois permaneceram estáveis. O grupo Alimentação foi o que registrou a alta mais expressiva: 2,58%. Limpeza e Higiene Pessoal tiveram elevação de 2,16% e 1,28%, respectivamente. Entre os produtos do segmento de Alimentação, apresentaram maior alta no preço a cebola (kg), com 39,86%; feijão carioquinha (kg), com 27,27%; óleo de soja (900 ml), com 13,19%; farinha de trigo (pacote 1 kg), com 8,22% e leite em pó integral (embalagem 400-500 g, com 8,12%. Segundo o Procon, o preço da cebola oscilou bastante ao logo de 2007, mas a oferta nacional começou a diminuir a partir de setembro, com o fim do pico da safra em São José do Rio Pardo (SP) e Minas Gerais. De acordo com a fundação, a valorização dos preços na região Sul deve-se a três fatores: redução na área de plantio desta temporada em relação à anterior, queda de produtividade por conta de adversidades climáticas e ausência de cebola nordestina no mercado, devido ao término antecipado da safra. A tendência é que a oferta de cebola no mercado interno aumente em meados de março, com a entrada do produto argentino. No caso do feijão, o Procon explica que a baixa produtividade da primeira e segunda safra impulsionou a escalada dos preços. A oferta foi restrita devido ao período de estiagem no estado do Paraná, que provocou demora do plantio e redução da área plantada, e ao atraso da estação chuvosa e inconstância das chuvas na região de Cristalina e Formosa, em Goiás, e em Unaí, Minas Gerais. A previsão é que os preços continuem firmes nos próximos meses, mesmo com a colheita prevista para março e abril, segundo informação da entidade. De acordo com o Procon, a expectativa de que a China continue a comprar grandes volumes de soja fez com que as cotações do grão disparassem. O preço do óleo de soja também vem se valorizando no mercado internacional. A alta das cotações do petróleo e o cenário de demanda crescente para óleos vegetais, por causa de seu uso nos biocombustíveis, atraíram compras de especuladores e impulsionaram os preços. A fundação explica que os preços internos tendem a acompanhar essa valorização.

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