Cesta básica sobe em 6 capitais e Porto Alegre tem a mais cara

As despesas com alimentação básica subiram em julho em seis capitais. O Departamento Intersindical de Estatística e Estudo SócioEconômicos (Dieese) realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica em 16 capitais. No mesmo mês do ano passado, o departamento havia registrado redução do custo da cesta em todas as cidades pesquisadas.O maior valor para o conjunto de gêneros alimentícios básicos apurado em julho pelo Dieese foi em Porto Alegre, com o custo de R$ 181,83 da cesta básica. Em São Paulo, o preço da cesta no mesmo mês era de R$ 173,95 e, em Belo Horizonte, de R$ 169,59. Os menores valores foram registrados em Salvador (R$ 135,99) e Aracaju (R$ 138,36).Das cidades que registraram aumento, cinco estão localizadas no Norte-Nordeste do País (Recife +7,01%, João Pessoa 5,74%, Fortaleza 4,08%, Belém 1,73% e Natal 0,40%) e Belo Horizonte (2,10%). No mês passado, o Dieese havia registrado predominância de elevação dos preços, com queda em apenas três localidades do Nordeste. Agora em julho, entre as maiores deflações para a cesta no período estão Vitória (-3,03%), Curitiba (-2,05%), Rio de Janeiro (-1,40%) e Goiânia (-0,90%). Resultado acumulado no anoA cesta básica que registrou o maior aumento de preços em 2004 até julho, segundo pesquisa do Dieese, foi a de Fortaleza. Na capital cearense, o custo da cesta sofreu um incremento de 12,88% de janeiro a julho deste ano, seguido por Belo Horizonte (12,62%), Vitória (10,14%) e Florianópolis (10%). As menores variações do período foram registradas em Aracaju (0,20%), Curitiba (3,94%) e Salvador (4,22%).São Paulo registra quedaA redução do custo da cesta de alimentos na capital paulista foi de 0,54% em julho em relação ao mês anterior. No acumulado do ano até o momento, a elevação chega a 5,56% e, ante julho de 2003, a 7,28%. Ainda em relação a São Paulo, dos treze produtos que compõem a cesta, apenas a carne de bovina de primeira manteve seu preço.Sete produtos subiram: açúcar refinado (10,99%); farinha de trigo (7,06%); batata (5,59%); leite in natura tipo C (3,84%); banana nanica (2,72%); manteiga (1,72%) e café em pó (1,03%). Houve queda no tomate (-8,68%); óleo de soja (-4,25%); feijão carioquinha (-4,22%); arroz agulhinha (-2,23%) e pão francês (-0,42%).

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