Cesta básica subiu em março em 9 de 16 capitais

O preço médio da cesta básica subiu em março em nove das 16 capitais do País, anunciou, nesta terça-feira, a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Os aumentos mais expressivos foram apurados em Recife, com 4,86%; Salvador, com 4,61%; João Pessoa, com 3,58%; e Aracaju, com 2,11%. Com as altas apuradas no custo dos alimentos de primeira necessidade nestas regiões, a cesta básica interrompe um período de dois meses em que se registrou quedas nesses preços.Entre as quedas, as mais significativas foram apuradas nas cidades do Rio de Janeiro, onde o conjunto de produtos ficou 2,28% mais barato; Fortaleza, com queda de 1,94%; Florianópolis, com -1,65%; e Porto Alegre, com retração de 1,26% no preço dos produtos. Em Recife, onde foi registrada a maior taxa de aumento dos produtos que compõem a cesta, o consumidor teve que desembolsar R$ 133,46. No Rio de Janeiro, cidade em que se apurou a maior taxa de redução dos alimentos em março, foram gastos com supermercado o equivalente a R$ 168,68.Em São Paulo, a taxa de reajuste dos alimentos básicos foi 0,99%, o que alçou o preço da cesta a R$ 177,28. Este valor, ao lado do de Brasília (R$ 173,29) foi o único que ficou acima de R$ 170 em março. Já Fortaleza, onde a taxa de redução foi de 1,94%, o valor absoluto da cesta básica caiu para R$ 125,03. Salário mínimoCálculos feitos pelos analista do Dieese tomando como base o maior preço da cesta básica em março, de R$ 177,28, na cidade de São Paulo, mostram que o salário mínimo no mês passado deveria ter sido de R$ 1.489,33. Este valor estimado equivale a 4,96 vezes o mínimo de R$ 300 em vigor.Em fevereiro, o mesmo cálculo mostrou que o mínimo deveria ter sido de R$ 1.474,71, ou 4,92 vezes o mínimo atual. Estes valores, estimados, são considerados pelo Dieese como condizente com as despesas de uma família de quatro pessoas (dois adultos e duas crianças) com alimentação, moradia, transportes, vestuário, saúde, educação, higiene, lazer e previdência.Jornada de trabalhoO Dieese também calculou que, para um trabalhador que ganha o salário mínimo, comprar a cesta básica nos valores de março teria que desempenhar uma jornada de trabalho de 110 horas e 55 minutos, em média. Em fevereiro, a mesma cesta consumia do trabalhador uma jornada de trabalho de 110 horas e 12 minutos. Na média das 16 capitais pesquisadas pelo Dieese o trabalhador que ganha o salário mínimo empenhou 54,59% de sua renda em alimentação.

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