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Cesta de produtos típicos da Páscoa fica 25% mais cara este ano, diz FGV

Nos cálculos da Fundação Getúlio Vargas (FGV), produtos típicos da data registraram alta de preço acima da inflação média: pescados frescos (16,76%), vinho (15,84%) e bombons e chocolates (9,32%)

IDIANA TOMAZELLI, Estadão Conteúdo

19 de março de 2015 | 15h22

As famílias que forem celebrar a Páscoa e a Semana Santa com um almoço tradicional terão desde já que reservar uma fatia maior do orçamento para ir às compras. Nos cálculos da Fundação Getulio Vargas (FGV), a cesta de produtos tipicamente consumidos na ocasião ficou em média 25,03% mais cara em relação ao ano passado. Em 2014, essa mesma cesta de itens havia ficado 0,26% mais barata.

Os produtos da feira são os grandes vilões, listou a FGV. Os maiores aumentos nos 12 meses até fevereiro vieram de batata (63,49%), cebola (30,44%) e couve (16,30%). Mas os produtos mais típicos da data também registraram alta de preço acima da inflação média: pescados frescos (16,76%), vinho (15,84%) e bombons e chocolates (9,32%). No período, a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 7,99%. "Bombons e chocolates subiram 9% de preço. 

A pesquisa não inclui os ovos de Páscoa, mas é um ponto de partida para imaginarmos que o produto, que geralmente tem um apelo maior de compra por conta das crianças, deve ultrapassar essa variação", afirmou o economista André Braz, pesquisador da FGV responsável pelo levantamento.

Os peixes frescos também devem subir ainda mais nas próximas semanas, devido ao aumento da procura, acrescentou. "Semana Santa é o período que o peixeiro lucra mais. Por essa razão, dou mais peso a esse aumento. Ele já acumula o dobro da inflação do período, isso sem nenhuma interferência cambial porque não é um produto importado. Mesmo assim, hoje ainda há mais espaço para a compra do pescado tipo bacalhau, que é mais barato do que o bacalhau verdadeiro (importado)", disse Braz.

A única queda observada foi no preço do bacalhau e outros pescados salgados, que ficou 3,36% menor do que o registrado na Páscoa de 2014. O resultado é semelhante ao observado no mesmo período do ano passado (-3,30%).

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