Richard Perry|The New York Times
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Champanhes só terão tarifas reduzidas após oito anos

Até lá, porém, será possível consumir a preços mais baixos alguns tipos de prosecco, nome dado ao espumante italiano

Renata Agostini e Julia Lindner, O Estado de S.Paulo

03 de julho de 2019 | 21h06

BRASÍLIA - Os brasileiros terão de esperar oito anos para beber champanhe mais barata. O acordo fechado entre Mercosul e União Europeia prevê que esse tipo bebida, que é produzida na região francesa da Champagne, só terá alíquota do imposto de importação zerada ao fim desse período.

Enquanto isso, sobre as garrafas de rótulos como Veuve Cliquot, Möet Chandon e Taittinger será mantida a tarifa de 27%. É a mesma regra que valerá para os vinhos europeus. 

Até lá, porém, será possível consumir a preços mais camaradas alguns tipos de prosecco, nome dado ao espumante italiano, e a cava, bebida produzida na Espanha.

É que o acordo prevê que os espumantes com preço acima de US$ 8 dólares (cerca de R$ 27 reais pelo câmbio atual) terão alíquota zerada no Brasil assim que o acordo entrar em vigor. 

Após doze anos, todos os tipos de espumante entrarão no Mercosul sem qualquer tarifa.

Segundo o governo brasileiro, os europeus se comprometeram a auxiliar o Brasil na busca por uma denominação para o espumante produzido no País.

O Ministério da Agricultura confirmou ainda que o setor de vinhos e espumantes receberá auxílio do governo para aumentar sua competitividade, medida antecipada pelo Estado. 

Haverá a criação de um fundo para a modernização do setor, que será abastecido com recursos da cobrança do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos produtos nacionais e importados. 

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