Chance de ajuda à Espanha faz Bovespa fechar com leve alta

Cenário:

ALESSANDRA TARABORELLI, O Estado de S.Paulo

21 de setembro de 2012 | 03h07

O dia parecia perdido para as bolsas quando uma reportagem do Financial Times amenizou o pessimismo e sustentou a virada da Bovespa para o terreno positivo perto do fechamento de ontem. De acordo com o periódico, as autoridades da União Europeia trabalham nos bastidores na preparação de um novo pacote de ajuda financeira à Espanha, que incluiria compras de bônus espanhóis pelo Banco Central Europeu (BCE). O programa econômico, segundo o jornal, será anunciado na quinta-feira da próxima semana, dia 27 de setembro. A notícia, mesmo que de fontes não reveladas, se sobrepôs aos indicadores negativos da Europa e às tensões que envolvem justamente a Espanha. Assim, em Nova York, o Índice Dow Jones teve forças para fechar em alta, enquanto os demais índices norte-americanos reduziram as perdas. O Ibovespa também subiu, ainda que discretamente, e fechou aos 61.687,97 pontos (+0,06%). Também no rol de informações positivas, o Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou, simultaneamente ao término dos negócios, que a necessidade de recapitalização dos bancos espanhóis é menor do que alguns temiam.

No mercado de juros, o grande número de indicadores domésticos e internacionais foi insuficiente para tirar as taxas curtas do patamar de ajuste anterior, permanecendo a visão majoritária de que o Comitê de Política Monetária (Copom) manterá a taxa Selic inalterada em 7,50% em outubro. Tal estimativa ganhou sustentação no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) de setembro, que ficou em 0,48% e foi pressionado pela alta de 1,08% dos alimentos. No meio da tarde desta quinta-feira, o anúncio da criação de vagas formais de trabalho muito abaixo do esperado no mês passado também ajudou a sustentar a queda das taxas intermediárias e longas. O indicador se contrapôs à informação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pela manhã, de que a taxa de desemprego em agosto ficou em 5,3%, no menor nível para o mês desde 2002. Mas o fato de este levantamento ficar restrito a seis regiões metropolitanas do País faz o mercado dar mais peso aos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Enquanto isso, o dólar seguiu de lado ante o real e terminou a R$ 2,0230 no mercado à vista de balcão (-0,05%). Como em nenhum momento durante a sessão o piso informal de R$ 2,02 foi ameaçado, o Banco Central manteve-se ausente dos negócios pelo terceiro dia consecutivo.

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