Chanceler alemã não quer corte de impostos e mais dívida

Angela Merkel vai adotar na próxima semana medidas específicas para estimular a economia do país

Priscila Arone, da Agência Estado,

29 de outubro de 2008 | 16h44

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, afirmou nesta quarta-feira, 29, que o país vai adotar na próxima semana medidas específicas para estimular a economia alemã. Ela disse, porém, que não seria correto optar por um pacote de socorro fiscal baseado em cortes de impostos ou aumento da dívida. Veja também:Veja os reflexos da crise financeira em todo o mundoVeja os primeiros indicadores da crise financeira no BrasilLições de 29Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitosEspecialistas dão dicas de como agir no meio da crise Dicionário da crise   "Nós sabemos que precisamos construir uma ponte para as empresas em nosso país, mas acredito que regras financeiras de maior amplitude ou planos econômicos de crescimento financiados por cortes de impostos e dívida seriam uma forma errada de construir tal ponte, porque um raio de luz em meio a todos os problemas não vai ajudar a economia", disse a chanceler. O projeto que deve ser aprovado na próxima semana vai ser "muito específico, corajoso e em grande parte, sustentável".  Em pronunciamento à Associação de Comércio Atacadista e Comércio Exterior da Alemanha (BGA), Merkel acrescentou que a crise financeira global ocorre de mãos dadas com a desaceleração da economia mundial e que o recente corte de 50 pontos-base na taxa básica de juros, decidido pelo Banco Central Europeu (BCE), foi "útil" para enfrentar a situação.  Várias propostas de pacotes de socorro à economia já foram feitas. Elas incluem planos para cortar impostos sobre carros e a extensão do período para o pagamento de benefícios trabalhistas de curto prazo, passando de 12 para 18 meses. A redução de impostos para mercadorias e a concessão de mais recursos para programas de infra-estrutura também fariam parte das medidas.  Merkel falou sobre a reunião de cúpula do G-20 para discutir a crise financeira, marcada para 15 de novembro em Washington. Segundo ela, a reunião deve dar início ao processo de negociação para a revisão geral do sistema financeiro global e outorgar uma autorização clara para a criação de regras internacionais. "A Europa vai desempenhar um papel de mais liderança e também de exigências", disse Merkel. As informações são da Dow Jones.

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