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Chanceler diz que Paraguai não quer pôr Mercosul em risco

O ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Rubén Ramirez, afirmou, após encontro nesta segunda-feira com o chanceler brasileiro, Celso Amorim, no Palácio do Itamaraty, que a prioridade do governo de Assunção é o fortalecimento do Mercosul. Ele fez, no entanto, a ressalva de que o Paraguai não desconhece a importância de um mercado como os Estados Unidos e quer criar canais que permitam maior acesso do país aos EUA. Ramirez frisou, porém, que o Paraguai quer fazer isso sem colocar em risco as regras do bloco econômico Mercosul.Essa declaração do chanceler paraguaio está relacionada à repercussão das negociações que o Uruguai estaria disposto a fazer para fechar um acordo bilateral de livre comércio com os norte-americanos, contrariando o conceito de bloco econômico (no caso, o Mercosul).Celso Amorim voltou a afirmar que qualquer país do Mercosul é livre para negociar acordos bilaterais com quem queira, mas, na sua opinião, isso tem que ser feito sem quebrar as regras do Mercosul. "Desde que não ataquem o coração do Mercosul, que é a tarifa externa comum", comentou o ministro brasileiro. Segundo Amorim, um dos temas tratados no almoço que teve nesta segunda com o chanceler paraguaio foram as diversas propostas que estão sendo discutidas nas negociações entre os dois países para fixação do preço da energia elétrica da Itaipu Binacional. "Estabelecer um preço justo para essa energia é um dos temas da agenda comum entre Brasil e Paraguai que precisam ter continuidade", afirmou Amorim, em entrevista coletiva. Ele acrescentou que não houve uma conclusão sobre o tema.Essa foi a primeira visita oficial ao Exterior do novo chanceler paraguaio, que assumiu recentemente o cargo. "A escolha do Brasil para a primeira visita demonstra a importância que queremos dar à parceria com o País", comentou Ramirez.

Agencia Estado,

11 de setembro de 2006 | 17h05

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