''Chapinha'' tem produto 100% nacional

Na contramão da tendência no segmento de aparelhos elétricos, a indústria de secadores de cabelos e pranchas modeladoras (chapinhas) Taiff passa longe dos importados. Pelo contrário, ela exporta para 30 países.

, O Estado de S.Paulo

31 de outubro de 2010 | 00h00

"Somos talvez os únicos a fabricar um produto 100% nacional", diz o diretor comercial da empresa, César Tsukuda. Não se trata de xenofobia, e sim de uma opção estratégica. "No nosso entender, ter a fabricação aqui é garantia de qualidade."

A durabilidade é o que lhe permite sobreviver nas prateleiras ao lado dos similares "made in China", bem mais baratos. "Fazemos um produto mais voltado para cabeleireiros, que é um público exigente", explica. "Se fôssemos concorrer pelo preço, não daria nem para começar." A empresa investe forte em construção de marca e inovação para suportar a concorrência.

Segundo Tsukuda, nos últimos cinco anos, ampliou-se a prática dos concorrentes de importar produtos prontos.

"Por enquanto, não temos planos de fazer o mesmo. Tivemos cinco anos bons." Ele reconhece, porém, que o dólar "um pouco abaixo da realidade" é um problema. "Temos uma pressão de margem muito forte." Para o diretor, o dólar barato não é um problema tão grande quanto tem sido propagandeado.

"Acho que tem um pouco de exagero em falar que não dá para fabricar no Brasil", diz. "Tem empresa que se esconde atrás disso." O que não quer dizer que o dólar barato não seja uma desvantagem. Há, porém, outros problemas: a carga tributária elevada e uma legislação trabalhista que "é coisa de um passado distante".

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