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Chávez avisa que reduzirá produção de petróleo se preço cair

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou hoje que a Venezuela está disposta a diminuir a produção do petróleo caso os preços internacionais do produto venham a cair. Ele disse que a elevação da produção petrolífera é inviável, porque todos os países membros da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) já estão trabalhando no topo de sua capacidade de exploração e produção.Chávez participou hoje de reunião-almoço na Granja do Torto, com os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da Argentina, Néstor Kirchner. Na ocasião, ele também defendeu a nacionalização das empresas que exploram e comercializam petróleo e gás na Bolívia e a elevação dos preços do gás boliviano vendido para outros países, até que sejam equiparados aos vigentes nos Estados Unidos. Nesta quinta-feira, os contratos de petróleo registram altas moderadas, com os investidores temendo a redução da oferta, em conseqüência das instabilidades na Nigéria e do confronto em torno das ambições nucleares do Irã. As preocupações geopolíticas voltaram ao topo e ajudam a dar suporte para a alta do petróleo.Problemas que podem reduzir a ofertaO assunto Irã segue preocupando. O ministro de Relações Exteriores do Japão, Taro Aso, alertou hoje seu colega iraniano Manouchehr Mottaki quanto à possibilidade de deterioração das relações do país com o resto do mundo, caso ele não escolha o caminho errado. Os dois conversaram por telefone.Outra notícia que era comentada no mercado vinha da Statoil. Vários problemas nos campos de gás e petróleo da companhia norueguesa reduziram a produção diária de petróleo da Noruega em 10%, enquanto as exportações de gás caíram 20%. Problemas em seis campos da Statoil diminuíram a produção em cerca de 245 mil barris por dia de petróleo e petróleo leve e interromperam a produção de 50 milhões de metros cúbicos de gás natural.O frio também pode dar suas cartas no mercado. Na Rússia, o governo decidiu liberar suas reservas estratégicas de combustível, de acordo com a agência Itar-TASS, que citou o Ministério da Indústria e Energia como fonte. A decisão ocorre após uma onda de frio ter feito a temperatura despencar para 30 graus negativos.

Agencia Estado,

19 de janeiro de 2006 | 15h58

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