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Chávez defende nacionalização de empresas de gás na Bolívia

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, defendeu hoje a nacionalização das empresas que exploram e comercializam petróleo e gás na Bolívia. O presidente também ressaltou a importância da elevação dos preços do gás boliviano vendido para outros países, até que os valores sejam equiparados aos vigentes nos Estados Unidos. A nacionalização das empresas está prevista na Lei de Hidrocarbonetos aprovada no ano passado pelo Congresso boliviano, que precisa ser regulamentada pelo futuro governo do presidente eleito, Evo Morales, que toma posse no próximo dia 22. "Tomara que a nacionalização se dê rapidamente. Apoiamos a medida com técnicos e apoio legal. É justo que a Bolívia nacionalize o gás e recupera os lucros", afirmou Chávez. Ele disse estar certo de que o assunto foi tratado por Morales na sua conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no último dia 13. De fato, depois desse encontro, Morales anunciou que a YPFB (Yacimientos Petrolíferos Fiscales de Bolívia), que está em processo de reestruturação, se associaria à Petrobras na Bolívia. A empresa brasileira aplicou US$ 1,5 bilhão na Bolívia e é a maior investidora no país. Já a elevação dos preços do gás boliviano vendido para outros países seria essencial, segundo o presidente venezuelano, para a Bolívia combater a pobreza. GasodutoO projeto de construção do gasoduto que ligará a Venezuela aos países do Cone Sul (Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai), passando pelo Brasil, é um dos temas de que tratam hoje, na Granja do Torto, Lula, Chávez, e o da presidente da Argentina, Néstor Kirchner. Os três países formam, desde fevereiro de 2005, uma aliança estratégica voltada para o setor energético. Chávez defende a vinculação do projeto à criação de pólos industriais ao longo do gasoduto e à substituição, pelo menos no Brasil e na Venezuela, do uso da gasolina pelo gás, de forma a permitir a elevação das exportações da gasolina. O presidente venezuelano disse estimar que os lucros líquidos do seu país e do Brasil com a substituição chegariam a US$ 15 bilhões. Chávez insistiu em que o gasoduto é um "eixo estratégico para o futuro e um projeto vital para o Cone Sul". Seu traçado deverá ser de 7 mil quilômetros, saindo das jazidas da região do Caribe venezuelano, passando por Amazonas, Ceará, Pernambuco, Bahia e Distrito Federal e seguindo para o Rio de Janeiro em direção ao Sul. Em princípio, esse gás deverá abastecer também Argentina, Uruguai, Chile e Paraguai. Chávez propõe que, na região do Distrito Federal, seja feita uma conexão com o gasoduto que deverá sair do Peru e com o que já existe entre a Bolívia e o Brasil. Segundo o presidente venezuelano, o investimento, estimado em algo entre US$ 17 bilhões e US$ 20 bilhões, deve ser recuperado em um período de cinco a oito anos. "Como o preço do petróleo foi para cima, o do gás também pode ir. Se você tem um dólar para investir aí, hermano, invista", disse. Ele informou que um rascunho do projeto do gasoduto já está pronto e previu que as equipes técnicas dos três países envolvidos no trabalho deverão concluir a versão definitiva em março próximo.

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