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Chávez nacionaliza empresas de serviços petrolíferos

O presidente Hugo Chávez reforçou na sexta-feira seu controle sobre o setor petrolífero da Venezuela, ao estatizar um grande projeto de uma empresa norte-americana e vários bens de companhias locais de serviços.

DANIELA GARCÍA, REUTERS

08 de maio de 2009 | 18h20

O socialista Chávez já havia nacionalizado grandes parcelas da economia nacional, inclusive a maior parte das empresas de telecomunicações e energia.

A estatal petrolífera PDVSA começou a assumir na noite de quinta-feira as operações de injeção de gás da Williams Companies no oeste do país, segundo um funcionário que pediu anonimato.

Veículos militares passaram pelas ruas de Ciudad Ojeda, às margens do lago Maracaibo, região petrolífera onde o governo nacionalizou centenas de barcos e docas, como parte de uma nova lei que dá ao Estado o controle sobre diversas empresas que prestam serviços ao setor de petróleo.

"Começamos a nacionalizar todas essas atividades conectadas à exploração de petróleo", disse Chávez em um barco confiscado que cruzava o lago. "Esta é uma ofensiva revolucionária."

Aproveitando os dividendos do "boom" petrolífero, Chávez nacionalizou em 2007 projetos de extração de petróleo no valor de bilhões de dólares, levando grandes empresas como Exxon Mobil e ConocoPhillips a abandonarem o país e pleitearem indenizações.

Os lucros do petróleo diminuíram nos últimos meses, e agora Chávez investe contra empresas menores, com as quais o governo tem dívidas em atraso. A nova lei dá ao Estado a possibilidade de pagar indenizações em títulos, e não em dinheiro.

A manobra pode diminuir ainda mais a produção de petróleo, caso haja redução em serviços essenciais. Os investimentos da PDVSA, que banca projetos sociais que mantêm a popularidade de Chávez, têm sido insuficientes nos últimos anos.

A lei também facilita um futuro confisco de bens de grandes prestadoras de serviços, como Halliburton e Schlumberger.

Chávez disse a centenas de trabalhadores do setor, todos usando camisas vermelhas, que a nacionalização inclui um projeto de injeção de água que é parcialmente propriedade da britânica Wood Group.

Segundo documentos da Williams apresentados a autoridades norte-americanas, a empresa tem três instalações de compressão de gás na Venezuela, com um valor estimado em 324 milhões de dólares.

O ministro do Petróleo, Rafael Ramírez, disse que essas instalações ajudam a PDVSA a bombear 500 mil barris de petróleo por dia dos campos de melhor qualidade do país, no Estado de Monagas (leste).

(Reportagem adicional de Ana Isabel Martinez e Brian Ellsworth, Frank Jack Daniel, em Caracas, e Anna Driver, em Houston)

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