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Chávez promete continuar forçando a alta do petróleo

Os operadores que tentam empurrar o petróleo para cima, no entanto, estão enfrentando obstáculos

Danielle Chaves e Regina Cardeal, da Agência Estado,

22 de fevereiro de 2008 | 18h14

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, prometeu usar todos os meios possíveis para continuar forçando a alta dos preços do petróleo por meio da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). "Nós vamos fazer tudo o que for necessário na Opep para continuar fortalecendo o preço do nosso petróleo", disse Chávez, em discurso na televisão."Hoje, US$ 100 por barril de petróleo é um preço justo", afirmou o venezuelano, destacando a perda de valor do dólar americano ultimamente. Chávez anunciou planos para continuar usando as receitas com o produto para financiar programas sociais, especialmente na área da saúde.A Venezuela, o quarto maior fornecedor de petróleo para os Estados Unidos, é um conhecido defensor de preços mais altos dentro da Opep. O ministro de Petróleo do país, Rafael Ramirez, disse recentemente que a Venezuela poderia defender a redução da produção durante uma reunião do cartel em Viena, na próxima semana.  Cotações  Os preços dos contratos futuros de petróleo subiram nesta sexta-feira, com o mercado reagindo às tensões entre a Turquia e o Iraque e à onda de frio na região Nordeste dos EUA, a maior consumidora de óleo de calefação do mundo. O petróleo se manteve em alta em boa parte do dia com a notícia de que soldados turcos entraram no Iraque para combater separatistas curdos. A Turquia serve como um importante centro de transporte de petróleo e gás e o Iraque é um grande fornecedor de petróleo para a Europa.  Os operadores que tentam empurrar o petróleo para cima, no entanto, estão enfrentando obstáculos. O petróleo subiu em cinco pregões consecutivos entre 13 e 20 de fevereiro, antes de fechar em queda de US$ 1,47 ontem. Os dados do governo divulgados ontem mostraram um aumento acima do esperado dos estoques de petróleo, o que levou muitos a preverem queda para os preços nas sessões posteriores. Mas os ganhos de hoje sugerem que o rali ainda tem algum fôlego e que o contrato de abril pode novamente testar a marca de US$ 100 o barril. "Eu não acredito no barril a US$ 100, mas ver é crer", disse Stephen Schork, editor da newsletter de mercado de energia Schork Report, de Villanova, Pensilvânia. Os componentes dos dados de estoques ignorados ontem podem ter tido um papel maior no mercado hoje, disse Peter Beutel, presidente da Cameron Hanover, empresa de gestão de risco em energia de New Canaan, Connecticut. Os destilados, que incluem óleo de calefação e diesel, apresentaram queda de 4,5 milhões de barris na semana passada, três vezes a média prevista pelos analistas. O frio em boa parte dos EUA, incluindo uma tempestade de inverno que atingiu o Nordeste nesta sexta-feira, provocou uma disparada na demanda por óleo de calefação.  O contrato de março do óleo de calefação subiu US$ 0,0249, ou 0,9%, para o recorde de US$ 2,7630 o galão. Isto, combinado com a utilização extremamente baixa da capacidade das refinarias na semana passada, deve desencadear temores sobre a oferta nos mercados do produto, o que ajudou a impulsionar o petróleo, disse Beutel.  Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do petróleo para abril fechou em alta de US$ 0,58, ou 0,59%, em US$ 98,81 o barril. O contrato do Brent para abril fechou em alta de US$ 0,76, ou 0,79%, em US$ 97,01 o barril.  As informações são da agência Dow Jones.

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