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Chávez reclama de burocracia na obra de refinaria em PE

Presidente da Venezuela afirmou estar chateado e que lhe dá pena o atraso nas obras

Denise Chrispim Marin, do Estadão,

20 de setembro de 2007 | 17h11

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, desembarcou nesta quinta-feira, 20, em Manaus disposto a ter uma conversa dura com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o acordo entre a Petrobras e a PDVSA para a construção da refinaria Abreu de Lima, em Pernambuco.  Ao ser questionado sobre a informação de que a PDVSA estaria pleiteando ficar com 60% do controle acionário da refinaria Abreu Lima, Chávez reagiu: "Isso é uma mentira. O que você está repetindo é uma mentira". A pretensão da PdVSA foi, no entanto, confirmada pelo Itamaraty e pala Petrobras. Chávez afirmou ainda estar chateado e que lhe dá pena o atraso nas obras da refinaria. Reclamou ainda que desde a cerimônia de colocação da pedra fundamental já se passaram dois anos. O atraso, na sua opinião, se deve à burocracia do governo brasileiro e da Petrobras.  Ele lembrou que há dois anos, em Manaus, havia conversado com Lula que se ambos os países não vencessem a burocracia, não haveria integração na América do sul. "Eu estou encarregado da minha parte. A Venezuela está pronta (para a construção da refinaria) há tempos", disse. Gasoduto do Sul Em relação a outro tema que complica a agenda energética Brasil-Venezuela, a construção do Gasoduto do Sul, Chávez igualmente rebateu advertências feitas pela Petrobras de que não há certeza sobre a capacidade das jazidas de gás de Mariscal Sucre, principal fonte do gás que escoará pelo gasoduto.  A Petrobras reclama que, apesar de seus insistentes pedidos, a Venezuela nunca apresentou a certificação destas jazidas. "Há opiniões da Petrobrás que eu não entendo", afirmou Chávez para, em seguida, declarar que essas são as maiores reservas de gás do mundo. Europa À imprensa, o presidente Venezuelano fez um relato de uma recente conversa com o presidente da Rússia, Vladimir Putin. Na ocasião, Putin teria dito que a direita da União Européia havia se oposto à construção do gasoduto que liga as reservas deste país ao mercado europeu.  Segundo relato de Chávez, Putin teria lhe dito: "Eles (os vizinhos americanos) vão ter que bater à sua porta. Senão a luz vai se apagar." De acordo com Chávez, os países vizinhos já estão batendo à sua porta e já estão sem energia.  Ao final da entrevista, em um tom mais brando, o presidente da Venezuela afirmou que está disposto a resolver todos os problemas e a trabalhar pela integração regional.  Os presidentes se reuniram nesta tarde em um almoço no hotel Tropical. Lula preferiu entrar no hotel, onde ocorre a reunião, por uma entrada dos fundos, como forma de evitar a imprensa. Após o encontro, os dois presidentes participarão da cerimônia de assinatura de atos e darão uma declaração à imprensa. Às 18 horas, Lula participará do lançamento do PAC no Amazonas, nas áreas de habitação, saneamento e transportes. Às 20h30 receberá para jantar, o presidente do Equador, Rafael Correa.

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