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Chávez vai nacionalizar unidade do Santander

A Venezuela vai seguir adiante com o plano de nacionalizar a unidade local do banco espanhol Santander, afirmou o presidente do país, Hugo Chávez, na quinta-feira, semanas depois que autoridades informaram que a compra da operação seria adiada.

ENRIQUE PRETEL, REUTERS

20 de março de 2009 | 09h14

Desde chegar ao poder há uma década, Chávez nacionalizou grandes porções da economia do país membro da Opep e este ano agiu para aumentar o controle estatal de fazendas e da produção de alimentos, apesar da queda acentuada na receita do petróleo.

"Não estamos recuando. Hoje nós voltamos ao assunto, eu anuncio a nacionalização do Banco de Venezuela para fortalecer o sistema bancário público nacional", disse Chávez durante reunião com ministros que foi televisionada.

O grupo Santander controla o Banco de Venezuela, uma das maiores instituições financeiras do país.

O ex-soldado que planeja construir um sistema socialista na Venezuela tem estado ocupado desde que venceu um referendo em fevereiro que o permite concorrer à reeleição indefinidamente.

No mês passado, ele ameçou assumir o controle do maior empregador do país, a Empresas Polar; nacionalizou uma fazenda produtora de arroz pertencente à gigante norte-americana Cargill; e tomou controle de uma série de outras propriedades agrícolas, incluindo uma de produção florestal da fabricante irlandesa de papelão Smurfitt Kappa.

Ele também determinou a tomada de controle de portos e aeroportos de governos estaduais, enfraquecendo governos de oposição que previamente controlavam algumas das principais rotas comerciais do país.

Chávez ordenou a compra do Banco de Venezuela em julho, mas as negociações com o banco espanhol foram interrompidas depois que os preços do petróleo despencaram nos últimos meses. Representantes do setor financeiro e uma importante autoridade do governo ligada às discussões disseram à Reuters em março que a venda não ocorreria este ano.

Informações da mídia local afirmam que Chávez ofereceu entre 1,2 bilhão e 1,3 bilhão de dólares pelo banco.

O presidente venezuelano afirma que quer a unidade do Santander para ajudar a canalizar recursos do Estado às comunidades e dar crédito a cooperativas e empresas de produção social.

A Venezuela assumiu quatro grandes projetos petrolíferos em 2007 avaliados em 30 bilhões de dólarees. Na maior parte dos casos compensações justas foram pagas, mas as norte-americanas Exxon e ConocoPhillips saíram do país e encaminharam queixas contra a Venezuela.

Compensação ainda precisar definida pela maior siderúrgica da Venezuela e por três produtoras de cimento estrangeiras, todas assumidas pelo governo no ano passado.

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