Chefe de gabinete argentino diz que acordo com FMI pode sair hoje

O chefe de Gabinete da Presidencia, Alberto Fernández, afirmou na manhã desta quarta-feira que o acordo com o Fundo Monetário Internacional "está muito próximo" e que o mesmo poderá ser anunciado nas "próximas horas, talvez hoje". Segundo ele, "hoje mesmo poderia haver uma mensagem do Fundo nesse sentido". O chefe de Gabinete, em entrevista à uma rádio de Buenos Aires, disse que "já quase não temos diferenças substanciais com os textos entre Argentina e o FMI, e só restam diferenças sobre as formas de desembolso". Fernández explicou que se discute agora "como pagamos para que imediatamente nos reintegrem esse pagamento a título de crédito". Fernández anunciou que estão acertados diversos pontos que estavam travados: a Argentina não aumentaria tarifas durante 2004 e o superávit primário para o próximo ano será de 3%. Ele afirmou ainda que o presidente Néstor Kirchner confia em que o FMI anunciará hoje seu aval ao acordo e que na próxima sexta-feira o acordo seja autorizado pela diretoria do organismo. Desta forma, o governo pagaria o vencimento de ontem no valor de US$ 2,9 bilhões. Alberto Fernández garante que o governo continua "trabalhando com o FMI para buscar um ponto de acordo que tenha uma lógica distinta aos convênios que a Argentina assinou nos últimos anos". Ele repetiu a orientação do presidente Kirchner de que o governo deseja, "de uma vez por todas, que se entenda que é necesario fazer um acordo sustentável, possível de se cumprir, porque se não, continuamos vivendo o hoje e hipotecando o amanhã", disse. O chefe de Gabinete admitiu o clima tenso entre o governo e a missão do FMI ao dizer que "discutimos muito frontalmente, mas temos boas expectativas de que nossa posição, pouco a pouco, seja entendida".

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