ANDRE BORGES/ESTADAO
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Banco Central espera resultados melhores para contas públicas nos próximos meses

De acordo com o chefe adjunto do Departamento Econômico do Banco Central, resultado fiscal deste ano ficou melhor do que o seu mês par de 2014

CÉLIA FROUFE E VICTOR MARTINS, Estadão Conteúdo

30 de junho de 2015 | 11h56

O chefe adjunto do Departamento Econômico do Banco Central, Fernando Rocha, enfatizou na manhã desta terça-feira, 30, que, pela primeira vez, em maio, o resultado fiscal deste ano ficou melhor do que o seu mês par de 2014. De acordo com o BC, o déficit primário de R$ 6,9 bilhões do mês passado é menor do que os R$ 11,046 bilhões de maio de 2014. Rocha confirmou que o resultado é o melhor desde maio de 2013.

O chefe do BC enfatizou que a tendência que se espera para os próximos meses é de resultados menores mês a mês até o final deste ano do que os resultados de 2014, a exemplo do que ocorreu em maio. Questionado sobre quando o resultado negativo de R$ 38,5 bilhões em 12 meses até maio poderá se tornar superavitário, o técnico disse que o BC não tem essa estimativa.

Rocha destacou que o setor público apropriou juros no valor de R$ 52,9 bilhões no mês passado. Esse gasto, de acordo com ele, é o maior da série para meses de maio.

O técnico também salientou que a despesa com juro é a pior da série em termos correntes e, ainda, o pior resultado no acumulado do ano em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) desde abril de 2006. Naquela época, de acordo com Rocha, a relação era de 7,34%, enquanto de janeiro a maio de 2015 está em 8,40%.

Rocha citou ainda a ocorrência da depreciação de 6,2% do câmbio em maio. Esse movimento, lembrou, fez com que o BC registrasse perdas com o programa de rolagem de swap cambial com respectivo aumento na conta de juros.

Déficit nominal. Fernando Rocha, disse há pouco que, a despeito da melhora do resultado fiscal de maio ante o mesmo mês do ano passado, o Brasil ainda conta com o pior resultado no acumulado do ano da série histórica, iniciada em dezembro de 2001. Ele confirmou que o déficit nominal de R$ 59,8 bilhões é o pior da série para meses de maio.

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