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Chefes de Estado atraem manifestantes a Lausanne

Um grupo de 200 jovens manifestantes tentou se aproximar hoje do hotel de Lausanne (Suíça) no qual estão hospedados os chefes de Estado convidados à reunião do G-8, entre eles o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os ativistas, porém, foram barrados por uma tropa de choque da polícia a quatro quadras do local.Parados na esquina das Avenidas d?Ouchy e de Cour, os manifestantes fizeram um protesto no estilo "paz e amor", tirando até mesmo a roupa para zombar da polícia. "Estamos lutando pelo Brasil também, para acabar com a fome que existe no Brasil", disse um dos jovens, que pedalou desde a capital Zurique para engrossar as fileiras do movimento antiglobalização. Um amigo dele, montado em outra bicicleta, ao ver o crachá indicando a procedência do repórter da Agência Estado, repete que no Brasil existem poucas pessoas ganhando muito dinheiro e muitas ganhando quase nada. Sobre o presidente Lula, entretanto, os dois ouviram falar apenas vagamente.Os "robocops", como são apelidados os policiais suíços pelo uniforme e armadura preta que utilizam, foram acionados pouco depois do início da cerimônia que reuniu, num salão do luxuoso Hotel Beau Rivage Pallace, 12 presidentes e primeiro-ministros de "países pobres" - Brasil, México, África do Sul, Nigéria, Senegal, Marrocos, Egito, China, Índia, Arábia Saudita, Malásia e Grécia. A diária de cada um deles - 2.413 euros (R$ 8.566) - foi paga pelo governo francês, anfitrião da reunião oficial que ocorrerá amanhã em Evian, no outro lado do Lago Lemán.Da suíte em que Lula está hospedado, no penúltimo andar do hotel, é possível aproveitar a maravilhosa vista do lago deste início de verão europeu e, no horizonte, a pequena cidade de 7 mil habitantes em que ocorrerão hoje os debates do G-8. Os chefes de Estado deverão usar um iate para fazer a travessia até Evian, cidade de origem da famosa marca de água francesa.O palco das discussões será um hotel construído em 1909 ao estilo da Belle Époque, aos pés dos Alpes, que foi completamente isolado para o evento. Toda a mobília do Hotel Royal Parc Evian foi feita na Inglaterra e sobreviveu intacta às duas guerras mundiais. Na Segunda Guerra, o hotel se transformou em casa de repouso e acolheu, sucessivamente, oficiais italianos, alemães e depois americanos. Nele também já estiveram hospedados grandes estrelas, como Greta Garbo, Sacha Guitry e Errol Flyn.

Agencia Estado,

31 de maio de 2003 | 17h09

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