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Chega a Londres a ‘the newfiver’, a nota de plástico

Banco Central da Inglaterra começa a distribuir as notas de 5 libras que são feitas de polímero

Célia Froufe | CORRESPONDENTE - LONDRES, O Estado de S. Paulo

02 de outubro de 2016 | 05h00

Na região central de Londres, a caixa do supermercado entrega o troco: “Você reparou? É a ‘the new fiver’”, disse, num tom orgulhoso, com um sorriso de canto na boca. A ‘the new fiver’ é a nova nota de cinco libras que o Banco Central da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) passou a distribuir para o mercado no último dia 13. Mas só agora ela começou a aparecer com mais frequência no comércio local, chamando a atenção de consumidores e comerciários.

Seria apenas uma renovação rotineira das cédulas, trabalho que é feito por todos os bancos centrais do mundo, não fosse o ineditismo da moeda. As notas “da rainha” estão sendo, pela primeira vez, confeccionadas em polímero. O Brasil já usou esse recurso no ano 2000, em uma edição comemorativa dos 500 anos do Descobrimento do País. As cédulas de polímero no valor de R$ 10 tinham a estampa do navegador português Pedro Álvares Cabral e ficaram conhecidas como “notas de plástico”.

Essas cédulas brasileiras, feitas com tecnologia australiana, ainda têm valor no País. Difícil é se deparar com uma delas. Até porque a longevidade do produto acabou sendo bem menor do que o esperado. Cálculos do Banco Central brasileiro apontam que existem hoje 3,6 milhões dessas notas de um total de 588 milhões de cédulas de R$ 10 em circulação atualmente. Na internet, é possível encontrar um “pacote” de seis notas antigas e relativamente raras – incluindo duas de plástico – pelo valor de R$ 1 mil.

Assim como o Brasil fez na ocasião do lançamento da nota comemorativa, o BoE argumenta que as novas cédulas, apesar de mais caras, duram mais. Teriam vida útil de aproximadamente cinco anos ante sobrevivência de 18 a 24 meses das notas de papel. Números mais recentes revelam que, em 2015, um total de 21.835 notas precisaram ser substituídas por estarem danificadas. 

As cédulas de polímero custam cerca de duas vezes mais do que as equivalentes de papel. Mesmo assim, apostando no maior tempo de vida útil, o BC inglês projeta economizar 100 milhões de libras com a emissão de novas versões ao longo de 10 anos. As notas novas são 15% menores do que as antigas. Essa redução também é apontada como um fator de economia, não apenas de matéria-prima, mas também de custódia e logística.

A programação do BoE prevê que até maio do ano que vem as notas antigas de 5 libras saiam de circulação. Aos poucos, o recolhimento dos papéis antigos será feito pelo BC inglês. As notas de 10 vão começar a ser distribuídas apenas no verão do ano que vem e as de 20, em 2020. Mais de 30 países já fazem uso habitual da moeda de plástico, como Nova Zelândia, México, Cingapura, Canadá e Fiji, além da Austrália – a primeira a trazer a novidade, em 1988. 

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