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'Cheiradora de carros não cai muito bem'

O diretor de Qualidade Assegurada da Volkswagen do Brasil, Richard Schwarzwald, afirma que, "mesmo para o desenvolvimento de veículos ou na linha de montagem, na qual softwares, robôs e a precisão, fruto da automação, fazem parte do dia a dia, o ser humano ainda tem ferramentas sensoriais apuradas as quais nenhum computador consegue simular ou repetir".

O Estado de S.Paulo

30 de abril de 2012 | 03h02

Segundo ele, o tato, a visão e o olfato são bons exemplos. "Eles podem afetar a percepção dos consumidores sobre um carro e, por isso, ter profissionais com esse perfil é importante para a empresa, para continuamente monitorar seus produtos e atender 'ao paladar' do cliente".

Em breve, a tatóloga Flavia Bassani será testada pela Volkswagen na Alemanha, que vai avaliar suas capacidades. Maria de Lourdes Feitosa conhece essa rotina. Todo ano, ela precisa ir à matriz para provar que mantém o olfato afiado. "Sinto que a sensibilidade aumenta cada vez mais, e não o contrário", diz ela, que recentemente passou a adotar o temo 'osmóloga' para identificar sua função. "Cheiradora de carros não cai muito bem."

Segundo ela, sua missão é evitar que um aroma seja incômodo. Uma de suas tarefas é escolher carros que estão parados no pátio da fábrica em diferentes condições - como sol forte -, entrar, permanecer lá por um minuto e avaliar os aromas. Se perceber algo incômodo, precisa cheirar peça por peça até identificar de onde vem o cheiro. Ela também isola peças em um vidro e avalia uma a uma.

Foi assim que, há alguns anos, percebeu um desagradável cheiro de urina emitido por uma resina plástica usada nos isolantes acústicos e porta-luvas do Gol e da Parati. Os fabricantes desses produtos foram orientados a alterar a temperatura no preparo das peças e o cheiro foi eliminado. Hoje, segundo Maria de Lourdes, os fornecedores estão mais habituados às normas da montadora e dificilmente há problemas como o ocorrido no passado com os dois modelos./ C.S.

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