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Cheque sem fundos sobe 16,5% no quadrimestre, aponta Serasa

De janeiro a abril de 2009, foi devolvida no País uma média de 23,3 cheques a cada mil compensados

GUSTAVO URIBE, Agencia Estado

20 de maio de 2009 | 15h37

A inadimplência nas compras em cheque tanto à vista como a prazo teve no primeiro quadrimestre do ano um salto de 16,5% em relação ao mesmo período de 2008, apontou nesta quarta-feira, 20, o indicador da empresa de análise de crédito Serasa Experian. De janeiro a abril de 2009, foi devolvida no País uma média de 23,3 cheques a cada mil compensados, um total de 9,63 milhões de cheques sem fundos para 413,99 milhões emitidos. No primeiro quadrimestre de 2008, a média foi de 20 devoluções para cada mil compensações. Os economistas da Serasa Experian avaliam que o crescimento dos cheques sem fundos reflete os desdobramentos da crise financeira mundial no País, com o desaquecimento da atividade econômica e a redução no número de empregos formais.

 

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O indicador também calculou a média de cheques devolvidos nos 26 Estados no primeiro quadrimestre do ano. No topo da lista de inadimplentes está o Acre, com média de 94,9 devolvidos para cada mil compensados. Os dois Estados com o menor índice de inadimplência foram São Paulo e Rio de Janeiro, com 18,1 e 19,1 cheques sem fundos, respectivamente.

A Serasa ainda registrou alta na variação anual de inadimplência no segmento, na comparação de abril de 2009 com o mesmo mês do ano passado. A média de devoluções de cheque no mês passado foi de 22,2 a cada mil compensações, 6,2% a mais do que a média de 20,9 cheques observada em abril de 2008.

Na opinião dos economistas da empresa, o salto na avaliação de abril também revela os reflexos da recessão mundial sobre a atividade econômica, que gerou desequilíbrios tanto no fluxo de caixa das empresas como no orçamento doméstico. Entretanto, eles ressaltam que a alta observada no mês passado foi significantemente menor à observada na comparação de março deste ano e o mesmo mês de 2008, de 19,2%, o que na opinião deles sinaliza abrandamento dos efeitos da crise sobre a inadimplência com cheque.

Já na variação mensal, de abril ante março, o volume de cheques devolvidos a cada mil compensados teve queda de 9,8%, após ter apresentado em março ante fevereiro o maior patamar de inadimplência dos últimos 18 anos - média de 24,6 cheques sem fundos para cada mil compensados. Foram devolvidos ao todo 2,75 milhões de cheques, enquanto 112,12 milhões foram compensados.

Apesar do recuo mensal ter sido bem recebido pelos economistas, ele não indica suavização dos desdobramentos da recessão no País. A queda deve-se a efeitos sazonais, uma vez que em abril encerra-se o período de acúmulo de gastos de início do ano (IPTU, IPVA, material escolar, pagamentos com compras efetuadas no fim de ano etc.).

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