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Chesf vence três leilões de transmissão

Investimento deve chegar a R$ 444 milhões nos empreendimentos adquiridos pela empresa

LUCIANA COLLET, O Estado de S.Paulo

21 de abril de 2012 | 03h08

A Chesf foi a grande vencedora dos leilões de transmissão promovidos ontem pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A companhia adquiriu três dos quatro lotes ofertados - para um deles, não houve investidores interessados. A Chesf deve investir R$ 444 milhões nos empreendimentos arrematados.

No lota A, a proposta da Chesf contemplou uma Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 8,310 milhões, deságio de 7% sobre a RAP máxima de R$ 8,936 milhões definida pela Aneel. O lote é composto por duas subestações, que serão instaladas em Pernambuco. As obras desse empreendimento devem levar até 20 meses e criar 498 empregos.

A empresa também ficou com o lote B. Para esse, a companhia fez uma proposta de R$ 12,115 milhões em RAP, deságio de 13%. O lote é composto por três linhas de transmissão, que somam 210 quilômetros, e duas subestações que serão instaladas entre o Rio Grande do Norte e o Ceará, incluindo uma instalação de transmissão de interesse exclusivo das centrais de geração para conexão compartilhada (ICG), que deve conectar parques eólicos que foram contratados nos leilões A previsão é de que o empreendimento entre em operação 20 meses após a assinatura do contrato.

Para o lote C, o mais disputado, a Chesf apresentou uma proposta de R$ 18,224 milhões em RAP, deságio de 33% sobre os R$ 27,2 milhões de RAP. Também participaram da disputa a Alupar, que propôs R$ 24,752 milhões, um deságio de 9%; e o Consórcio T&C, com proposta de R$ 20,808 milhões, deságio de 23,49%.

O lote C é composto por três linhas de transmissão que somam 128 quilômetros, e duas subestações, incluindo uma instalação de transmissão de interesse exclusivo das centrais de geração para conexão compartilhada, que deve conectar parques eólicos que foram contratados nos leilões A-3 e de reserva realizados no ano passado.

As obras do empreendimento, que será instalado na Bahia, devem durar 20 meses e criar 1.458 empregos diretos.

O Consórcio Itabirito-Vespasiano, formado por Furnas (49%) e State Grid (51%), declarou não ter interesse no lote D, para o qual havia feito oferta. O lote é composto pela linha de transmissão de 500KV Itabirito 2 - Vespasiano 2, de 90 quilômetros.

Investimento. Segundo o diretor econômico-financeiro da Chesf, Marcos Cerqueira, a empresa já começará a trabalhar imediatamente nos projetos, mesmo ainda não tendo a outorga das instalações. "Há processos que já dá para começar", disse, listando estudos ambientais, aspectos topográficos e levantamento das propriedades pelas quais as linhas devem passar. "Para iniciar as obras é que devemos esperar a licença de instalação", completou.

A pressa se deve ao esforço para tentar evitar a repetição de problemas como o que a Chesf vem enfrentando com as ICGs, que conectam as eólicas ao sistema de transmissão, e que não devem ficar prontas no prazo previsto em contrato. Segundo Cerqueira, todas as obras de ICGs estão atrasadas. Parte desses empreendimentos deveria entrar em operação até julho deste ano, quando, por contrato, as usinas eólicas entram em operação comercial.

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