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Chevrolet Onix tem o maior valor de revenda, mostra pesquisa

Modelo perdeu 8,5% do valor em um ano; veja os veículos que menos desvalorizam em cada categoria

O Estado de S. Paulo

09 Dezembro 2014 | 07h00

 

O Chevrolet Onix foi carro com menor desvalorização em 12 meses, segundo pesquisa feita pela agência AutoInforme, especializada no mercado automotivo. O Onix perdeu 8,5% do valor em um ano. A pesquisa levou em consideração dados de novembro de 2014 comparados com os preços dos modelos zero km em novembro de 2013. Com base levantamento de preços feito há dez anos pela empresa Molicar, a AutoInforme criou um prêmio para os modelos que menos se desvalorizam ao longo do primeiro ano de uso.

Além do Onix, outros quinze veículos foram contemplados pelo prêmio: Renault Master, com desvalorização de 10,7%, Fiat Palio Fire (10,9%), Volkswagen Golf (10,3%), Fiat 500 (12,4%), Chevrolet Pin (12,7%), Honda Fit (11,7%), Fiat Palio Weekend (13,8%), Fiat Strada (11,2%), Toyota Hilux (13,2%), Hyundai HB20S (11,6%), Toyota Corolla (12,7%), Ford Fusion e Ford EcoSport (11,1%) e Honda CRV (11,9%).

Segundo Joel Leite, idealizador do prêmio e diretor da Agência AutoInforme, o prêmio é um reconhecimento às marcas que tiveram os seus carros entre os de maior valor de revenda. "Em vez de questionar as razões de um carro perder valor, deveríamos perguntar como um carro mantém um valor de mercado tão alto e por tanto tempo", comenta Joel Leite.

O especialista considera que o carro é um dos raros bens de consumo que continua valorizado depois de sair da loja. E a manutenção do seu valor depende de vários fatores, muitas vezes sem muita lógica: um carro com um ano de uso pode perder de 7% a 25% do valor inicial e a diferença pode aumentar ainda mais com o avanço da idade.

A depreciação depende de fatores como o tamanho do carro, da marca, rede de revendedores, cuidados da marca em relação ao pós-venda, volume de venda e aceitação do produto no mercado, explica Leite.

Para o diretor da Molicar, Vitor Meizikas Filho, cada segmento tem suas características, seja pela finalidade de utilização, tecnologia, ou até pela 'aura emocional' do momento, ligada a determinada marca ou modelo.

"No caso de veículos comerciais, picapes e utilitários esportivos a baixa depreciação é reflexo direto da robustez, qualidade e suporte da rede autorizada disponível no pós venda e assistência técnica", explica Meizikas.

"Nos modelos de entrada, minivans e monovolumes, a menor depreciação é reflexo do volume de vendas do zero. Se existe a preferência é porque a relação custo-benefício é melhor, diminuindo assim a depreciação. E no caso de modelos hatches e sedãs, o que garante o bom valor de revenda é a tecnologia embarcada e arrojo no desenho", conclui.

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