Chile anuncia pacote para incentivar investimentos

O governo chileno anunciou naquinta-feira uma série de medidas para incentivar osinvestimentos externos no país e tentar acelerar o crescimentoeconômico, que, apesar de mostrar uma certa saúde se comparadacom o do restante dos países da América Latina, vem apresentandouma crescente desaceleração. Entre as medidas anunciadas peloministro da Fazenda, Nicolás Eyzaguirre, estão a eliminação doimposto sobre selos para as reprogramações de dívidashipotecárias, que, além de beneficiar os devedores deempréstimos, pode dar um impulso ao setor da construção. Foi decidido também a isenção do imposto de renda paramultinacionais que usem o Chile como plataforma para investir emoutros países. Outra medida anunciada pelo governo chileno vaipossibilitar a aceleração dos trâmites legais de convênios comseis países para evitar a dupla tributação de investimentos.Embora esses acordos já tenham sido assinados com o Brasil,Equador, Polônia, Peru, Noruega e Coréia, ainda não foramratificados pelo Congresso. Nas próximas semanas, explicou oministro, esses convênios serão enviados ao Parlamento para asua votação e, depois, aprovação. Basicamente, as novas medidas buscam gerar maior segurançatributária, reduzir impostos que afetam os investimentos ebaixar os custos financeiros, com o aperfeiçoamento emodernização da Justiça Tributária. O Chile vai ampliar ainda obenefício da "depreciação acelerada" para ativos com vida útilentre 3 e 5 anos, permitindo depreciá-los em um ano. Com isso,as empresas poderão descontar mais impostos sobre máquinas, porexemplo. O pacote de cinco medidas foi considerado um avançopelo setor privado, mas ainda insuficiente para acelerar areativação econômica do país, pelo menos a curto prazo. Em janeiro, o Banco Central do Chile havia estimado umcrescimento de 5% em 2002. Depois de passar por algumas revisões(a última há um mês), o BC afirmou que o PIB cresceria este ano3,2%, mas o governo reconheceu esta semana que a expansãoeconômica deverá ficar entre 2,5% e 3%. Como o Chile cresce 1,9%no primeiro semestre, seria necessário uma expansão de pelomenos 3% a 4% neste semestre. "Os últimos anos se caracterizaram pelas turbulênciasmundiais e o Chile não ficou imune a elas. No entanto, aspolíticas macroeconômicas em vigor permitiram garantir aestabilidade do país", disse Eyzaguirre em entrevista àimprensa.

Agencia Estado,

19 de julho de 2002 | 17h46

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