Chile e Coréia do Sul preparam acordo de livre comércio

O Chile, um dos países latino-americanos mais dinâmicos em temas de negociação comercial, está próximo a assinar um acordo de livre comércio com a Coréia do Sul. No último final de semana, os dois países acertaram, em Genebra, praticamente os detalhes do texto do acordo de quase todos os temas de negociação, como normas técnicas, aspectos sanitários e fitossanitários, regras de origem, procedimentos aduaneiros propriedade intelectual e compras governamentais.No caso específico de acesso aos mercados o capítulo mais importante das negociações, já que engloba a redução de barreiras tarifárias e não-tarifárias, os negociadores chilenos e coreanos selaram o acordo quase em sua totalidade algumas semanas atrás, depois de trocar as respectivas ofertas, que incluem também produtos agrícolas.O Chile espera fechar o acordo de livre comércio com a Coréia do Sul no máximo na próxima semana, isto é, antes mesmo da reunião ministerial da Área de Livre Comércio das Américas (Alca) em Quito, no Equador, no dia 1º de novembro. No entanto, os negociadores chilenos informaram que ainda falta negociar alguns aspectos formais, como a complementação da lista de exceções em matéria de acesso aos mercados, que, geralmente, se prolonga nesse tipo de discussões.Caso a nova relação comercial entre os dois países se concretize, será a primeira vez que a Coréia do Sul assinará um acordo semelhante e também fará com que o Chile se transforme na primeira nação do Ocidente a chegar a um entendimento comercial desse tipo com um país asiático. Atualmente, a Coréia do Sul é o 9º parceiro comercial do Chile, cujas exportações somaram US$ 578 milhões no passado. Entre janeiro e agosto deste ano, as exportações chilenas para o mercado coreano cresceram 21,8%, somando US$ 482 milhões.Entre os principais produtos chilenos enviados à Coréia estão o cobre, celulose, madeira e zinco. Com o acordo de livre comércio, a venda de frutas, peixes e frutos do mar, entre outros, será significativamente beneficiada, considerando que 70% das frutas e verduras consumidas na Coréia são importados.

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