Chile é destaque no ranking de competitividade global

O Chile foi o grande destaque no ranking de competitividade global de 2004 do World Economic Forum (WEF), merecendo, inclusive, um capítulo à parte no relatório sobre competitividade global 2004-2005. No ranking de competitividade global neste ano, o Chile ficou em 22º lugar. O México, país latino-americano com melhor classificação depois do Chile, ficou em 48º lugar."O Chile se sobressai na América Latina. Não somente tem a maior ranking de competitividade da região, mas também é o país que adotou políticas de forma coerente nos últimos anos, e isso está refletido totalmente nos níveis de crescimento, redução substancial dos níveis de pobreza e diversificação das suas exportações", afirmou o economista-chefe e diretor do programa de competitividade global do WEF, Augusto Lopez-Claros.Entre os fatores que contribuíram para o desempenho excelente do Chile, Lopez-Claros cita a política fiscal bastante cautelosa: "o nível da dívida pública caiu dramaticamente nos últimos 15 anos, permitindo o governo gastar mais em educação e infra-estrutura".Lopez-Claros destaca ainda o ambiente bastante aberto e receptivo da economia chilena para investimentos estrangeiros -- refletido nos acordos bilaterais de comércio com os Estados Unidos e a Europa --, e o baixo nível de corrupção e fortalecimento das instituições públicas.América LatinaApesar do excelente desempenho do Chile, houve uma deterioração no nível de competitividade da América Latina como um todo, segundo o relatório. "Instabilidade de políticas econômicas, burocracias ineficientes e corrupção emergem como os fatores mais problemáticos de se fazer negócios na América Latina", disse Lopez-Claros.Comparando a situação da América Latina com os países da Ásia, Lopez-Claros observa que, na Ásia, a maioria dos países tem um ambiente macroeconômico razoavelmente sólido e que os problemas têm origem nas instituições públicas e de tecnologia. Segundo ele, o nível de endividamento público na América Latina é um desafio.

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