China abre o mercado para a carne do Brasil

Os dois mais importantes acordos esperados para o encontro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o presidente da China, Hu Jintao, foram fechados hoje nas duas reuniões de trabalho realizadas no Palácio do Planalto. O Brasil poderá exportar carne de frango e carne bovina para a China e importar carnes de aves e suínas termicamente tratadas. Este acordo abre um grande mercado para a produção brasileira neste setor. Em troca, o governo chinês teve atendida a mais importante reivindicação: o reconhecimento pelo Brasil de que a economia chinesa é uma economia de mercado. Esta decisão fortalece a decisão da China no mercado internacional, principalmente na Organização Mundial do Comércio, e pode ter efeitos até nas disputas eventuais entre Brasil e China no organismo internacional do comércio. Eles anunciaram ainda acordos envolvendo a venda de imagens do satélite sino-brasileiro Ciber 2 e na área de infra-estrutura, como a malha ferroviária, portuária, siderúrgica e na produção de energia. Eles anunciaram também acordo na área de turismo, além de acordos de extradição para criminosos comuns e colaboração em investigações de crimes organizados. O presidente brasileiro salientou o fortalecimento das relações sino-brasileiras, afirmando que até o mês de setembro deste ano os dois países já acumularam um volume de negócios equivalente a todo o ano de 2003 (US$ 4,5 bilhões). "Hoje, o Brasil pode chegar a US$ 8 bilhões e duplicar este volume em três anos", disse. Já presidente da China Hu Jintao propôs que cheguemos a US$ 20 bilhões, disse. Ele destacou que essas negociações fazem parte do objetivo brasileiro de diversificar a pauta comercial. "Queremos exportar carne bovina, de frango, frutas como a laranja, e produtos de maior valor agregado", afirmou o presidente do Brasil.

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