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China diz que guerra comercial de Trump é 'terrorismo econômico'

'O unilateralismo e o assédio desenvolvidos afetam gravemente as relações internacionais', disse o vice-ministro chinês das Relações Exteriores

Redação, O Estado de S.Paulo

30 de maio de 2019 | 06h48

PEQUIM - A China disse nesta quinta-feira, 30, que a guerra comercial deflagrada pelo presidente americano, Donald Trump, com base em tarifas punitivas e sanções contra as companhias chinesas constitui "terrorismo econômico".

"Somos contrários à guerra comercial, mas não temos medo", afirmou em entrevista coletiva o vice-ministro das Relações Exteriores da China, Zhang Hanhui.

"Rejeitamos completamente este recurso sistemático às sanções comerciais, às tarifas e ao protecionismo. Esta instigação premeditada de um conflito comercial constitui terrorismo econômico, chauvinismo econômico e assédio econômico puro e duro", ressaltou Hanhui.

"O unilateralismo e o assédio desenvolvidos afetam gravemente as relações internacionais e seus princípios fundamentais", disse ele. "Este conflito comercial também terá um impacto negativo importante no desenvolvimento e na retomada da economia mundial."

A guerra comercial entre China e EUA se intensificou no início de maio, quando Washington aumentou as tarifas de importação sobre diversos produtos chineses.

Trump também aumentou a pressão sobre a Huawei, a gigante chinesa das telecomunicações, líder mundial de tecnologia 5G. Em nome da segurança nacional, uma lei americana proíbe desde 2018 que órgãos federais comprem equipamentos e serviços da Huawei ou trabalhem com afiliadas do grupo.

A gestão Trump também proibiu que empresas americanas vendam componentes à Huawei, o que ameaça a sobrevivência da empresa, já que seus smartphones dependem de componentes fabricados nos EUA.

Washington afirma que Pequim pode estar manipulando os sistemas da Huawei para espionar outros países e interferir em comunicações cruciais, e pede que estes evitem as redes 5G do grupo chinês. / AFP

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