China admite que expansão causará desequilíbrios

A China admite que sua expansão comercial vai causar desequilíbrios em vários mercados mundiais. Mas pede que o mundo seja "tolerante" com ela e rejeita a tese de que é a única que ganha com seu crescimento pelo mundo. Em um recado enviado para os países que aplicam barreiras contra seus produtos, Pequim alerta que não serão medidas protecionistas que resolverão a ameaça comercial.

O Estado de S.Paulo

28 de setembro de 2011 | 03h04

Para mostrar sua contribuição à economia global, o governo de Pequim insiste que até 2015 a China vai importar US$ 8 trilhões de produtos feitos em outros países, manterá 14 milhões de postos de trabalho no exterior e seus investimentos darão empregos para outras 780 mil pessoas.

O vice-ministro do Comércio da China, Jian Chen, reconhece que o desembarque da China em um mercado "pode causar desequilíbrios locais". "Entendemos e vemos isso com tolerância. Mas, com o avanço no mundo, os desequilíbrios são inevitáveis e vão causar novos equilíbrios depois. A China precisa entender mundo. Mas o mundo precisa também entender a China", disse. A China é o país mais afetado por barreiras comerciais e de investimentos. "O protecionismo vai causar danos apenas ao país que adotá-lo ", disse o vice-ministro / J.C.

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