China adota medidas para conter excesso de liquidez

A China vai deixar, em breve, de checar as fontes e transferências de moedas internacionais em investimentos estrangeiros, afirmou hoje o Banco do Povo da China (o BC chinês). A medida provavelmente encorajará o fluxo de capitais e ajudará a conter o excesso de liquidez no sistema financeiro local. O Banco do Povo da China também parece preocupado em afastar incertezas com as vastas reservas chinesas de moedas estrangeiras e informou que irá administrá-las de modo a manter a estabilidade dos mercados financeiros globais. Além disso, o banco disse que estuda meios de abrir o mercado financeiro doméstico a investidores estrangeiros. Os maciços investimentos estrangeiros e os elevados superávits comerciais têm bloqueado os esforços do governo chinês de conter a inflação, alimentada pelo excesso de liquidez e pela alta nos preços de alimentos e matérias-primas. Ao encorajar os fundos a deixarem o país, Pequim tenta conter as forças inflacionárias e aliviar a pressão sobre o yuan."Estimular firmemente a convertibilidade da conta de capital é o objetivo de longo prazo na mudança do sistema de gerenciamento de moedas estrangeiras", diz o BC chinês em comunicado. Uma liberalização ordenada da conta de capitais, afirma o BC, "ajudará a fomentar o equilíbrio nos pagamentos externos".O Banco Popular da China afirmou que as reservas estrangeiras, que somaram US$ 1,53 trilhão no ano passado e são as maiores do mundo - estão investidas principalmente em bônus emitidos por governos e instituições estrangeiras. Em relatório sobre os mercados financeiros globais em 2007, o BC chinês disse que encorajaria companhias e cidadãos chineses a investirem diretamente em empresas no exterior. O BC continuará estimulando um programa - chamado de Investidor Institucional Doméstico Qualificado - que permite que instituições chinesas ofereçam a seus clientes produtos de investimento estrangeiros e também incentivará investidores institucionais a "assumirem papel nos mercados globais". EmpresasA China também dará apoio para que companhias locais estabeleçam filiais no exterior ou formem associações com outras empresas (joint ventures). Permitir que companhias estrangeiras listem ações na China e tornar mais fácil a venda de bônus denominados em yuans por parte de empresas do exterior são medidas que também podem ser estudadas, informou o BC chinês. Contudo, não foi divulgado prazo para que tais medidas sejam implementadas. As informações são da Dow Jones.

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