AFP PHOTO / WANG ZHAO
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China afirma que vai abrir ainda mais sua economia

Em artigo, premiê chinês não citou guerra comercial de seu país com os EUA, mas alertou para o protecionismo

O Estado de S.Paulo

13 Novembro 2018 | 04h00

CINGAPURA - O primeiro-ministro da China, Li Keqiang, afirmou na segunda-feira, 12, que Pequim vai abrir mais sua economia diante do aumento do protecionismo, no momento em que se encaminha para reuniões com líderes da região Ásia-Pacífico em Cingapura.

As declarações de Li, em um artigo no jornal de Cingapura The Straits Times antes de sua chegada à cidade-Estado, acontecem no momento em que o primeiro-ministro de Cingapura, Lee Hsien Loong, pede mais integração regional, dizendo que o multilateralismo está sob ameaça de pressões políticas.

“A China abriu suas portas ao mundo; nunca vamos fechá-las, mas abri-las ainda mais”, disse Li no artigo, no qual pediu uma “economia mundial aberta” diante do “aumento do protecionismo e unilateralismo”. Ele não se referiu diretamente à guerra comercial entre China e Estados Unidos.

Uma ausência notável nas reuniões desta semana é o presidente dos EUA, Donald Trump, que afirmou que vários acordos comerciais multilaterais existentes são injustos.

O vice-presidente americano, Mike Pence, participará dos encontros no lugar Trump e o presidente russo, Vladimir Putin, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, e o premiê japonês, Shinzo Abe, também devem ir ao evento.

Política monetária. O Banco do Povo da China (PBoC, o BC chinês) disse que ajustará sua política monetária à medida que as condições exigirem, ao mesmo tempo em que manterá sua postura prudente e neutra, num provável aceno aos possíveis efeitos da atual disputa comercial do país com os EUA, entre outras pressões negativas.

Em relatório trimestral sobre política monetária, o PBoC afirmou que pretende manter a liquidez “razoavelmente ampla”. Além disso, uma frase que constava de documentos anteriores, sobre a instituição ser “firmemente contra fortes estímulos em larga escala”, foi omitida no relatório mais recente.

Em boa parte do documento, o PBoC se dedicou a refutar avaliações no mercado de que sua política monetária seria contida nos próximos trimestres pela aceleração da inflação e pela ameaça de uma “armadilha de liquidez”. AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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