China alivia implementação de nova regra para o setor bancário

Decisão tem como objetivo aparente diminuir as preocupações com o aumento das exigências sobre os bancos

Marcílio Souza, da Agência Estado,

04 de setembro de 2009 | 11h03

A comissão que regulamenta o setor bancário da China (CBRC, na sigla em inglês) disse que vai implementar apenas "gradualmente" o plano para impedir que os bancos contem com a dívida subordinada mantida de maneira cruzada entre as instituições como parte de seu capital.

 

A decisão tem como objetivo aparente diminuir as preocupações com o aumento das exigências sobre os bancos, que poderiam obrigá-los a frear a concessão de crédito ou a lançar novas ações para atender às exigências governamentais. Esse receio vinha pesando sobre o mercado de ações do país recentemente. O anúncio desta sexta-feira, 4, foi recebido com certo alívio pelos investidores e contribuiu para que os dois principais índices do mercado de ações chinês fechassem em alta.

 

Até agora, tem sido uma prática disseminada entre os bancos chineses inflar sua posição fiscal por meio da inclusão, em sua base de capital, de posições que possuem nas dívidas uns dos outros.

 

No comunicado divulgado ontem, o órgão regulador chinês disse que planeja permitir que os bancos removam essas posições de seus registros ao longo de um ano e não mais de uma só vez, mas não deu detalhes. A determinação faz parte da campanha do órgão de conter o risco sistêmico que surgiu do boom de crédito sem precedentes no primeiro semestre do ano.

 

No final de julho, os bônus subordinados em circulação emitidos por bancos chineses somavam 429 bilhões de yuan (US$ 63 bilhões). O órgão regulador estima que cerca de metade desses papéis sejam mantidos por outros bancos. As informações são da Dow Jones.

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