Pixabay
Pixabay

China tem alta na inflação em abril após adotar política covid zero

O país está em confinamento quase total desde o mês passado, mas a economia chinesa também teve impacto da alta de preços de commodities

Redação, O Estado de S.Paulo

11 de maio de 2022 | 12h43

A China registrou a maior alta na inflação em quase seis meses, segundo dados oficiais divulgados nesta quarta-feira, 11. O aumento dos preços na economia chinesa está ligado às restrições da estratégia de tolerância zero com a covid-19 no país.

Em abril, a inflação chinesa teve um salto de 2,1% na comparação anual, de acordo com o Escritório Nacional de Estatísticas do governo local.

O país está em confinamento quase completo desde o mês passado para conter a disseminação da covid-19 na população. A medida é inclusive adotada na maior cidade chinesa, Xangai.

Apesar de manter os níveis de contaminação por covid-19 baixos, a medida afeta cadeias de abastecimento e também eleva preços do transporte no país. Preços de itens como batatas, ovos e frutas frescas tiveram alta em abril. Além disso, os aumentos de preços das matérias-primas na economia global também impacta negativamente a inflação na China.

Na manhã desta quarta-feira, as principais bolsas da Ásia fecharam o dia em alta, puxadas pelos ganhos em Xangai e em Hong Kong, devido ao rali das ações do setor de tecnologia. A inflação da China também ajudou a acelerar o ritmo dos negócios no mercado de capitais, antes da divulgação dos números da inflação nos Estados Unidos, o índice CPI.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.