China anuncia aumento de impostos de diversos metais

A China detalhou hoje uma série de aumentos em impostos de exportação de metais, ao mesmo tempo em que reduziu as tarifas de importações, com a intenção de distanciar sua economia de indústrias de uso intensivo de energias como carvão, cobre e alumínio. O país também anunciou uma gama de ações para atenuar uma das piores crises de combustível de sua história. Na semana passada, o Ministério das Finanças já tinha antecipado, de uma forma genérica, que 600 tipos de produtos teriam mudanças nas tarifas de exportação em 2008, enquanto tarifas de importação seriam alteradas.As alterações anunciadas hoje incluem o aumento de 15% para 25% da tarifa de exportação do carvão coque e semi-coque. A medida entra em vigor no dia 1º de janeiro e tem o objetivo de desencorajar a venda externa de carvão coque, um poluidor pesado usado pela maioria das siderúrgicas. A tarifa já tinha sido ajustada em junho.Com a medida, os preços internacionais do produto, que já são negociados a preços elevados, devem subir ainda mais, uma vez que a China responde por quase 40% do volume de carvão transacionado globalmente e sua produção representa quase metade do volume global.A China anunciou ainda que cortará, a partir de 1º de janeiro, a tarifa de importação de alumina de 3% para zero, com vistas a proteger as reservas domésticas de bauxita, em um momento de demanda crescente. A bauxita é largamente utilizada para a fabricação de alumina. O governo de Pequim também pretende reduzir a poluição causada pela produção de alumina. O impacto sobre os preços de alumina deve ser neutro, uma vez que a redução do fluxo do produto para a China tende a ser compensada pelo crescente uso do produto para fabricação de alumínio.A China também cortou o imposto alfandegário para o catodo de cobre e o ânodo de cobre de 2% para zero, o que deve ampliar a importação desses produtos no próximo ano. O governo informou ainda que vai elevar as tarifas sobre as exportações do tarugo de aço de 15% para 25% e de alguns produtos em aço da faixa atual de 5% a 10% para 15%, com entrada em vigor já em 2008.A China possui hoje uma quantidade de aço muito maior do que o montante que utiliza e o aumento da tarifa pode elevar os preços internos no próximo ano, desestimulando o uso do produto e os índices de poluição. A China também acredita que a mudança pode aliviar as disputas de concorrência desleal ("anti-dumping") com outros países.EnergiaPara fazer frente à crise de combustível, a China reduziu a tarifa de importação de gasolina, diesel e querosene para jatos de 2% para 1%, com vigência a partir de 1º de janeiro do próximo ano. A tarifa para óleo combustível foi mantida em 3%, enquanto a tarifa de importação do nafta caiu do nível atual de 6% para 1%. A última redução nessas tarifas tinha sido anunciada em novembro do ano passado.Operadores afirmaram que a redução da tarifa de importação do diesel para 1% era largamente simbólica, já que a Comissão de Reforma e Desenvolvimento Nacional anunciou recentemente que estava suspendendo a cobrança da tarifa. A tarifa de 1% deve ser aplicada após o fim dessa suspensão. As informações são da Dow Jones.

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