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China aprova cultivo de arroz geneticamente modificado

A China aprovou sua primeira variedade de arroz geneticamente modificado para produção comercial, disseram nesta sexta-feira à Reuters dois pesquisadores envolvidos no processo de aprovação, potencialmente facilitando o caminho para outros grandes produtores adotarem essa controversa tecnologia.

NIU SHU, REUTERS

27 de novembro de 2009 | 16h44

A aprovação do arroz desenvolvido localmente, assim como da primeira variedade de milho transgênico, altera o equilíbrio de poder global no mercado de alimentos e poderia estimular outros países a seguirem o mesmo processo, disseram especialistas.

A medida também dará a China, o maior produtor e consumidor de arroz do mundo, a capacidade de cultivar mais o produto em meio à diminuição da área de plantio e recursos hídricos.

O Comitê de Biossegurança do Ministério da Agricultura da China emitiu certificados de segurança para o arroz Bt, resistente a insetos, disseram dois membros do comitê à Reuters nesta sexta-feira.

A produção em larga escala deve começar em dois ou três anos, segundo eles.

"Nós esperamos que a aprovação chinesa do arroz Bt torne a situação mais fácil para outros países do que foi para nós o processo", disse Robert Zeigler, diretor-executivo do Instituto Internacional de Pesquisa de Arroz, com sede nas Filipinas, que está desenvolvendo diversos tipos do produto geneticamente modificado.

No entanto, o Greenpeace classificou a decisão como um "perigoso experimento genético" e disse que já havia detectado anteriormente casos de cultivo ilegal de arroz geneticamente modificado na China.

"Se o Ministério da Agricultura não pode ao menos controlar o cultivo ilegal de arroz transgênico, como eles podem administrar os riscos de cultivos em ampla escala?", disse Lorena Luo, do Greepeace na China, em uma nota por email.

A China, que quer elevar a produção do grãos em 8 por cento, para 540 milhões de toneladas no ano até 2020, investiu alto em pesquisas de produtos geneticamente modificados, com 3,5 bilhões de dólares destinados para estudos do arroz, milho e trigo.

O país asiático é o maior produtor de arroz do mundo, cultivando 60 milhões de toneladas em 12 meses até outubro, e consome quase tudo internamente.

O arroz Bt, desenvolvido pela Huazhong Agricultural University, poderia colaborar para a redução do uso de pesticidas em 80 por cento, enquanto elevaria a produtividade em cerca de 8 por cento, segundo Huang Jikun, da Academia Chinesa de Ciências.

"Acreditamos que a tecnologia transgênica vai ser usada no futuro para aumentar a produção e reduzir os custos."

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