China buscará PIB de 7% de 2011 a 2015, diz premiê

O primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, afirmou ontem que o governo vai fixar em 7% a meta de crescimento médio do Produto Interno Bruto (PIB) do país para o período de 2011 a 2015. Segundo ele, o foco no desenvolvimento econômico mudará da rapidez para a qualidade. A declaração, feita por Wen durante um chat online com usuários da internet, surge antes de uma sessão anual do Parlamento da China no dia 5 de março, quando o país aprovará políticas econômicas para o ano. O Congresso Nacional do Povo também aprovará o guia de desenvolvimento econômico para os próximos cinco anos.

AE, Agencia Estado

27 de fevereiro de 2011 | 10h07

Investidores estão observando com atenção a meta de crescimento econômico da China, uma vez que tentam encontrar pistas sobre a direção política do governo. A meta, abaixo do parâmetro de 7,5% para os cinco anos anteriores, está em linha com as expectativas de mercado e passa a mensagem de que a China vai se concentrar em elevar a qualidade do crescimento econômico, disse Li Wei, economista do Standard Chart Bank.

Zhu Baoliang, economista chefe do departamento de previsões do Centro Estatal de Informação, disse que a meta é "mais como um sinal de que a China quer reestruturar sua economia, mas não significa necessariamente que a China pretende ver um crescimento econômico mais lento nos próximos cinco anos."

Wen destacou a importância do padrão de vida do povo e a proteção ambiental. "Nunca vamos buscar uma taxa de crescimento econômico alta às custas do meio ambiente, já que isso resultaria em um crescimento insustentável, com supercapacidade industrial e consumo intenso dos recursos", disse Wen.

O premiê admitiu que a reestruturação do padrão de crescimento não será fácil. "Precisamos fazer com que todo governo local saiba que o principal ímpeto do crescimento econômico está no progresso científico e tecnológico e na ampliação do crescimento doméstico", disse. Quando questionado sobre a reforma do câmbio, Wen reiterou a determinação da China de que a reforma da taxa de câmbio seja realizada de forma independente, gradualmente, com cuidado e de maneira que possa ser controlada visando à estabilidade social.

Wen reiterou que a apreciação do yuan é do interesse da economia chinesa e do povo chinês. A China continuará a promover a flexibilidade do yuan com base na demanda do mercado. A taxa de câmbio real da China aumentou 3,7% ante o dólar desde junho, informou. As informações são da Dow Jones.

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