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China causa maior saída do ano em fundos de ações emergentes

Depois de uma série de entradas, ativo apresentou saídas de US$ 1,629 bilhão para diversos mercados no mundo

Regina Cardeal, da Agência Estado,

21 de agosto de 2009 | 12h41

A queda nas ações da China pesou sobre o fluxo de recursos para os fundos acionários de mercados emergentes na semana encerrada na última quarta-feira, 19. Depois de uma série de entradas, este tipo de ativo apresentou saídas de US$ 1,629 bilhão concentradas nos fundos da Ásia e nos geograficamente diversificados fundos de ações emergentes globais. América Latina e mercados emergentes da Europa, Oriente Médio e África (Emea, na sigla em inglês), no entanto, conseguiram atrair pequenas entradas líquidas.

 

Segundo dados da consultoria Emerging Portfolio Fund Research (EPFR), citados em relatório do banco Morgan Stanley, os fundos dos mercados emergentes globais apresentaram saques líquidos de US$ 946 milhões na terceira semana de agosto. A EPFR destaca que foram as maiores saídas desde a segunda semana de dezembro de 2008. Na semana anterior, os fundos emergentes globais haviam atraído US$ 293 milhões. Os fundos emergentes da Ásia perderam US$ 811 milhões, depois de resgates de US$ 27 milhões na semana anterior.

 

Os fundos acionários da América Latina conseguiram manter fluxo positivo de US$ 74 milhões na semana até o dia 19, após receberem US$ 225 milhões no período anterior. Os fundos emergentes da Europa, Oriente Médio e África tiveram entradas de US$ 54 milhões e de US$ 80 milhões, respectivamente, na última e penúltima semanas.

 

No ano, os fundos de ações dedicados aos mercados emergentes acumulam entradas de US$ 40 bilhões. As saídas registradas na semana até o dia 19 foram acompanhadas por uma queda de 2% no índice de referência para os mercados emergentes do Morgan Stanley, o MSCI EM. Em 2009, o índice subiu 48,1%. O analista Vinicius Silva afirma no relatório do Morgan Stanley que o potencial de alta para o preço-alvo de 985 pontos para o MSCI EM projetado para junho de 2010, é de 19%.

 

"Vemos a queda nos preços das ações domésticas chinesas como um movimento corretivo e não como um reflexo de uma mudança nos fundamentos econômicos", afirma o analista. "Os investidores estão temendo prematuramente uma mudança na atual postura acomodatícia da política econômica", opina.

 

A EPFR afirma que o crescimento resistente da China foi o motor da atração de recursos para os fundos de ações dos mercados emergentes nos últimos meses. Na terceira semana de agosto, no entanto, as dúvidas sobre a qualidade dos créditos pesou sobre os bancos chineses e levou os investidores a realizarem lucros, segundo a consultoria. De acordo com a EPFR, os fundos de ações da China tiveram sua pior semana desde o início do primeiro trimestre de 2008.

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