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China chega ao topo do ranking de exportação

Em agosto, país superou Alemanha e EUA pela 1ª vez

Jamil Chade, O Estadao de S.Paulo

23 de outubro de 2007 | 00h00

Pela primeira vez, a China acumula o maior volume de exportações do mundo, superando Alemanha e Estados Unidos. O feito, considerado histórico, ocorreu em agosto, férias de verão na Europa, quando a atividade econômica é menor que nos demais meses do ano. Dados coletados pela Organização Mundial do Comércio apontam que, naquele mês, os chineses exportaram US$ 111,4 bilhões, ante US$ 105,8 bilhões dos alemães.A marca não deve se repetir em setembro, mas o feito mostra que a China veio para ficar entre os grandes e a ameaça de ser o número 1 é cada vez mais uma realidade. No início do ano, os chineses já haviam superado os americanos e passaram a ocupar o segundo lugar entre os maiores exportadores. Em agosto, foi a vez de superar os líderes.Mesmo que os europeus aleguem que agosto é o mês de férias de verão e o volume de exportações seja menor, a realidade é que em 2006 os chineses ainda não tinham conseguido superar a marca dos alemães, mesmo em férias. Em agosto de 2006, os chineses exportaram US$ 72 bilhões, ante US$ 89 bilhões dos alemães. Entre janeiro e agosto, os alemães continuaram a liderar o ranking dos maiores exportadores, com vendas acumuladas de US$ 852 bilhões. Já os chineses somaram US$ 766 bilhões.As projeções indicam que a Alemanha ainda poderá terminar o ano como o maior exportador. Mas a evolução da China, de mais de 20% ao ano, promete mudar a geografia do comércio mundial a partir de 2008.Apesar do novo status, os chineses continuam defendendo o tratamento de país emergente e entendem que, por terem entrado na OMC há apenas cinco anos, não devem ser obrigados à mesma liberalização de seu mercado como os demais.Para países como o Brasil, que já começam a sentir a concorrência chinesa como um grande desafio, será difícil Pequim justificar sua posição. O governo da União Européia ainda deixou claro em recente reunião em Genebra que não aceitará que ''''o maior ganhador da Rodada Doha - a China - ganhe um presente dos demais países''''.DISPUTAOutra forma de parar a China tem sido a abertura de disputas comerciais na OMC. Ontem, os americanos apresentaram um pedido para que os árbitros da entidade julgassem as leis de Pequim que criam obstáculos para o comércio e distribuição de bens culturais, como filmes, livros, DVD e música. A crítica ainda é contra a censura a alguns produtos culturais estrangeiros. Os chineses, porém, bloquearam o painel e os americanos terão de esperar mais um mês para que o processo seja iniciado.Os americanos contam com outras três disputas contra os chineses: por autopeças, financiamento de exportações e pirataria.RODADAEnquanto a China cresce, o mediador das negociações de bens industriais da OMC, Don Stephenson, deixou claro aos 151 países da entidade ontem que, se não sair um acordo até dezembro, a Rodada Doha deve ser abandonada. O mediador alertou que não poderia seguir o processo em 2008, já que não haveria lógica em manter a negociação.Stephenson deve concluir um novo texto de rascunho do acordo da OMC até meados de novembro. Mas se queixou de países que não estariam dispostos a se comprometer com uma abertura comercial.

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