China classifica tarifas dos EUA à pneus como protecionismo

A China fez duras críticas à decisão dos Estados Unidos de impor tarifas adicionais em pneus fabricados no país, alegando que a mudança envia um perigoso sinal de protecionismo às vésperas da cúpula do G20 e que poderia atiçar reações que retardariam a recuperação global.

CHRIS BUCKLEY E DOUG PALMER, REUTERS

12 de setembro de 2009 | 13h50

A veemente crítica de Pequim veio depois que Washington anunciou a mudança que o porta-voz da Casa Branca explicou ser "para remediar a clara ruptura para a indústria de pneus dos EUA" causada pela importação barata de produtos chineses.

O ministro de Comércio chinês, Chen Deming, indicou ter levado esta última disputa comercial com Washington de maneira especialmente séria.

"Este é uma ato grave de protecionismo comercial", disse Chen em comunicado divulgado no site do ministério neste sábado.

"(A decisão) não viola somente as regras da OMC, contraria compromissos que o governo dos Estados Unidos fez na cúpula financeira do G20, e é um abuso no uso de salvaguardas especiais que envia um sinal errado para o mundo."

A tarifa sobre pneus foi a primeira vez que Washington aplicou "salvaguardas" especiais concordadas por Pequim antes de se juntar à Organização Mundial do Comércio, em 2001.

Washington e Pequim se comprometeram a cooperar na tentativa de retomar o crescimento econômico global. Mas esta disputa põe em foco o atrito contínuo entre os países sobre comércio, o que poderia ter repercussões na cúpula do G20 no fim deste mês e na visita à China do presidente norte-americano, Barack Obama, programada para novembro.

Desde o início da crise, os encontros do G20 entre países ricos e em desenvolvimento têm rejeitado o protecionismo comercial.

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